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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Menstruação: uma possibilidade de conexão com a Vida


Por estar vivenciando a plenitude de uma gestação, a bênção máxima de nosso sagrado feminino, venho estudando como podemos aproximar as mulheres de sua essência, mesmo vivendo num ritmo moderno acelerado, objetivo e racional. Reconhecer e honrar o Sagrado Feminino, seu poder e força, é tarefa árdua. Requer auto-análise, auto-crítica, e uma busca constante por conhecimento e o despertar da consciência.
Numa destas minhas buscas, conheci um site interessantíssimo sobre o mundo supra-sensível da mulher "El dedo en la llaga". Acessem, vale muito a pena!
Abaixo segue um dos textos que fala sobre a menstruação e a possibilidade de conexão com a vida.

Como conciliar e aproveitar os benefícios da menstruação no mundo moderno?

Donzela, Mulher e a Anciã
A Síndrome ou Tensão Pré-Menstrual (TPM) é uma consequência de não respeitar o nosso corpo e sua necessidade de subir e baixar como as marés. Não servir a nossa necessidade de descanso. A menstruação é um tempo sagrado que a nossa cultura não honra.
A informações menstrual é reflexiva e intuitiva. Nos transmite sonhos, desejos e emoções.
Quando bloqueamos continuamente essas informações porque a nossa sociedade só valoriza o que podemos compreender racionalmente, ela retorna como TPM.

Para conhecer todas as informações que o ciclo menstrual nos dá e, assim, usar as suas energias criativas, ativas ou reflexivas, aplicamos a três "C": Consciência, Conhecimento e Compromisso:

1. CONHECIMENTO: devemos elaborar um diagrama lunar que é simplesmente manter um registro diário do seguinte:
• Dia do Ciclo
• Fase da Lua
• Sonhos: conteúdo e possível mensagem
• Sentimentos: em que estava de ânimo nós estamos
• Tipo da sexualidade
• Saúde, tipo de energia vital

Você pode pesquisar na internet "DIAGRAMA LUNAR" ou "THE MOON DIAL" (Miranda Gray).

2. CONSCIÊNCIA: refletir sobre esta informação, compará-la por vários meses, tornando consciente de como a nossa energia e sensibilidade varia de acordo com as fases do ciclo.

"Os sonhos, a criatividade e os hormônios envolvidos nas diferentes partes do ciclo nos oferecem uma grande oportunidade para aprofundar a nossa relação com o nosso saber interior"
Miranda Cinza

3. COMPROMISSO: aplicar esta nova sabedoria em nossas vidas diárias. Comprometer-se a ouvir e respeitar o nosso corpo: descansar, dançar, chorar.

"Uma mulher que percebe que seu ciclo é energia inerente a ela também aprende a perceber um nível de vida que vai além do visível. Mantém uma ligação intuitiva com as energias do nascimento, vida e morte, e sinte a divindade dentro da terra e de si mesmo .... "
Miranda Cinza

Eu acredito que o exercício é descrito como muito poderoso em si mesmo, porque vamos nos conhecer melhor, podemos  nos beneficiar deste conhecimento e vamos nos sentir mais conectados com a vida.

Outros autores, como Alejandro Jodorowsky (o famoso criador da Psicomagia) também fazem uso terapêutico do sangue menstrual: usam-no para pintar quadros quando o paciente tem problemas de autoestima, etc.

Disponível em: http://wordpress.eldedoenlallaga.com/category/menstruacion/
Neste link tem outros textos complementares a este que foi compartilhado e são igualmente interessantes.

E viva nosso Sagrado Feminino! Honra-o!


sábado, 5 de janeiro de 2013

Ervas para alívio das Cólicas Menstruais

Hoje o post é curto, mas com certeza muito útil para quem sente cólicas menstruais. A dor sentida por milhões de mulheres é em decorrência da contração do útero para liberação do sangue lunar em resposta a um hormônio chamado prostaglandina. Além disso, a região pélvica recebe maior aporte sanguíneo durante o período menstrual, o que intensifica a sensação da dor.
Tradicionalmente existem ervas utilizadas pelas mulheres ao redor do mundo para aliviar as dores das cólicas menstruais. Abaixo seguem duas receitas bastante eficazes:


Mix da Mulher em Lua

500 mL de água fervente
Erva base: 1 colher de sopa de Camomila
1 colher de sobremesa de
Framboesa
1 colher de sobremesa de Melissa ou Cidreira
1 colher de sobremesa de Jasmim

c/ raspas de gengibre
uma pitada de mel se quiser adoçar (adicionar o mel apenas quando for beber)

Este é um chá bem feminino, eficiente e de efeito duradouro. Pode ser tomado várias vezes ao dia, não excedendo o limite de 1 litro por dia (ou seja, duas receitas). 

A segunda composição é mais simples, porém mais forte e deve ser tomado com cautela:

200 mL de água fervente
1 colher de sobremesa de
Artemísia ou Losna
1 colher de sobremesa de Lavanda

c/ raspas de gengibre
uma pitada de mel se quiser adoçar

O efeito deste chá é rápido, quase imediato, mas dura pouco. Por isso é aconselhado a ingestão antes de dormir, quando o corpo está mais relaxado. Deve ser tomado apenas nas crises mais agudas, não excedendo o limite de duas xícaras (400 mL).

O Chá Mix da Mulher em Lua e outros podem ser adquiridos acessando o link http://maternabebe.blogspot.com.br/p/ervas-e-chas.html  

Espero que gostem e que façam bom uso da Medicina da Natureza!
Aho!

Em homenagem à Ana Paula Robert e sua filha! Beijos com carinho! 





sábado, 29 de dezembro de 2012

Eu amo minha cicatriz!

Hoje o dia tá produtivo no sentido redacional, porque estou tendo um momento solteira e sem filhos, curtindo a solidão lendo os livros que estavam aguardando um momento só pra eles, escrevendo coisas que há tempos queriam ser postas em palavras.

Vou aproveitar então para dedicar alguns minutos à minha amada cicatriz!

Aquela fruto de uma cesárea indesejada, desrespeitosa, mas que trouxe minha filha para meus braços!
Ela foi a porta de entrada da Beatriz ao mundo. Foi responsável pela minha mudança como mulher e ativista,
Hoje eu amo minha cicatriz, honro minha marca. Mas isso é bem recente.
Há poucos dias eu participei de um encontro de mulheres, uma chanupa, que é um ritual indígena bem simples, cuja ação principal é o compartilhar experiências, saberes, sentimentos. Cada mulher tem sua vez para falar e embora a gente fique matutando o que dizer enquanto a outra fala, na nossa vez é o coração quem manda.
E como não podia ser diferente, quando minha vez chegou eu despejei minhas angústias e todo meu sentimento vivido até aquele momento.
A frustração por ter tido que interromper um trabalho lindo pela falta de honestidade dos outros e ingenuidade nossa; o pedido de atenção escancarado na pneumonia da Beatriz e um internamento com direito à antibiótico na veia; a baita falta de respeito pela nossa família e nossas crenças e uma denúncia ao conselho tutelar por falta de cuidado infantil; o consequente rompimento com uma parte da família; e claro, a explosão de hormônios do início de gestação que, embora tenha sido muito querida e festejada, aconteceu num momento de turbilhão em nossa vida.

Bem, e junto de tudo isso, um medo absurdo de uma ruptura uterina. Não tem explicação tamanho medo que eu estava sentindo, era algo forte que não me saía da cabeça ao mesmo tempo que eu me sentia forte e confiante para meu parto. Um misto de sensações que me deixou muito assustada.

Voltei a frequentar as aulas de yoga e preparação para o parto ativo, com a maravilhosa doula Talia, e com ela, por me sentir bem à vontade, pude abrir meu coração. Foi ótimo. Numa das aulas eu estava sozinha com ela e ela pode me dar toda atenção e fazer tudo pensando no que eu havia falado. Me marcou muito quando ela disse "olha pra tua cicatriz e vê uma marca, uma característica do teu útero. Essa é a marca da tua história. Ela não é um problema. É uma característica e faz parte de ti!" Bateu fundo no meu coração e me tranquilizou. Pensei nessas palavras por muito dias, até a chanupa, quando o entendimento chegou.

Depois de ter falado e ouvido muitas história de mulheres guerreiras, ouvi novamente sobre as marcas do corpo. A Zankara, que comandou o encontro, falou das marcas do seu corpo ao seu segundo marido. Disse a ele que aquelas marcas eram ela, eram resultado de uma vida de entrega, da amamentação de três filhos, e disse que se ele a quisesse seria daquela maneira.

O sagrado de nosso corpo está em quem nós somos em essência, e não em nosso corpo físico.

Logo depois, a Ana, coordenadora do espaço que ofereceu o encontro, leu um trecho do livro "Mulheres que correm com os lobos", de Clarissa Pinkola Estés, que falava sobre as formas dos corpos das mulheres, o quão sedutores poderiam ser as ancas carnudas, o quão sagrado são os peitos de quem amamenta, o quão confortantes poderiam ser as varizes de uma perna cheia.

Nesse momento eu já estava chorando há muito tempo, pois várias compreensões vieram ao meu coração. Eu pude nomear meu medo e oferecê-lo ao fogo para que curasse minhas dores e minhas angústias (no início do encontro foi pedido para que escrevêssemos num papel tudo aquilo que queríamos manda embora e eu, obviamente, escrevi que era o medo de uma nova cesárea).

Entendi finalmente que meu medo não era de uma ruptura uterina, até porquê as cifras mostram a baixíssima chance disso acontecer e eu conheço vários casos bem felizes de partos normais após cesáreas. No fundo eu não conseguia aceitar esta cesárea que já é minha, a minha cicatriz. Eu não a via como algo meu, era algo que simbolizava que deu errado, que me oferecia perigo, que estava contra mim, que era um problema e podia me prejudicar.
Naquele momento senti uma enorme gratidão e senti um acalento muito grande, pois pude ter a chance de passar a honrar minha marca, de vê-la como parte de mim.

O medo simplesmente se desfez com o fogo.

Confio em meu corpo. Sei que ele é perfeito. Sei do poder que tenho, sei da força do meu feminino.
Irei parir meu filho!

Eu, daqui 6 meses, em casa!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Declínio

Em seu Sagrado Feminino a mulher está com a alma exposta. E não há barreira de proteção. Tudo que vem bate de frente com ela. Uma força vulnerável. Conflito. Seu sagrado feminino pede intimidade. A sociedade impõe controle. Superficial. Aí então ela perde o domínio de si, ela desencontra a própria essência, e busca dominar os processos do corpo. Ela busca apoio. Solidão. Lhe oferecem uma bomba hormonal para conter o sangramento e seus significados. Abandono. Ela então engravida e tem episódios de retorno à sua essência feminina, mas o desconhecimento de si própria a faz achar que é tudo anormal. Indefesa. A vida agitada e as preocupações se valem mais que a vida em geração. A fazem acreditar que o corpo não dá conta  e marca logo uma cirurgia para evitar que ela se conheça e deixe de alienar-se aos comandos alheios. Imperfeição. A vida brota do seu corpo sem seu entendimento. Razão. E ao oferecer o peito lhe falam que o leite é impróprio para consumo. Defeito. O bebê clama por calor, mas lhe dizem que o colo mal acostuma. Distância. A criança cresce e pelo fato de ser criança a cercam de limites. O limite chega junto com o medo e as palmadas são o comando da vez. 
E a sociedade aplaude. E o artificial toma conta. O sintético assume. O natural esvai-se. O perfeito se quebra. A vida se vai. E a sociedade sobrevive. O pleno se acaba. O sublime inexiste. O mundo cai. A natureza se abala, defronta e confronta. A humanidade se cala, se arma, se acaba. E assim o mundo vai...
... embora.
... vazio.
... fim. 

sábado, 14 de maio de 2011

Cântico de Rosa Zaragoza

Esta canção é um hino à vida, à mulher, mãe. Um hino à força feminina, ao nascimento, à natureza.


 

Lindo!
Um cântico para ser ouvido a apreciado por todos!