Mostrando postagens com marcador Materna Bebê. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Materna Bebê. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de março de 2012

Encontro de Mães e Bebês

By Amanda Nunes
http://www.amandanunesfotografias.blogspot.com.br/ 
Assim são nossos encontros de Mães e Bebês, cheios de energia, pureza, alegria, serenidade, plenitude!
É para nos fortalecermos que nos conhecemos. É para fazer nossos filhos felizes que nos encontramos.
Mulheres de garra, de força, de amor. Mães de alma e de coração.
Saímos da zona de conforto para pensar sobre o mundo dos nossos filhos e nos deparamos com um incrível universo da maternidade consciente. 
Um novo mundo cheio de possibilidades e belezas. 
Um mundo construído por cada mãe, cada bebê, cada família. 
Um mundo que se transforma a todo instante. 
Um paraíso doce e iluminado feito das nossas descobertas. 
Um lugar onde não há certezas e nem verdades. 
Um mundo onde cada uma de nós descobre a própria realidade.
Ao Universo tão sábio, muita gratidão por nos aproximar e fazer de nós grandes amigas, mães e mulheres transformadas pela beleza da maternidade!!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Movimento: Caminhando para o Parto Normal


Em trabalho de parto ou mesmo no pré-trabalho de parto, a mulher pode assumir algumas posições que favorecem o processo de nascimento. Essas posições são chamadas verticais e são instintivamente preferidas pelas parturientes. Entretanto, conhecer essas posições previamente, relembra o corpo de que elas existem e assim, quando necessário, poderão ser utilizadas para otimizar o desenrolar do trabalho de parto. Uma mulher em TP que tem liberdade para movimenta-se e assumir a posição que deseja, tem uma experiência de parto muito mais positiva, pois ela caminha em direção ao que seu corpo pede, ajudando seu corpo a parir e seu bebê a nascer. O movimento durante o TP favorece inclusive na diminuição das sensações de dor, pois em algumas posturas é possível relaxar mesmo durante a onda de contração, o que diminui a tensão do corpo e por consequência, favorece a liberação da ocitocina e das endorfinas, responsáveis pelo alívio natural da dor. Uma mulher que se permite liberar em trabalho de parto, utiliza o movimento instintivamente para o bem parir. Um parto ativo, onde a parturiente decide como quer ficar, diminui também as chances de intervenções, pois seu corpo está em perfeita sintonia para o desenrolar do TP, deixando a mulher mais conectada consigo mesma, relaxando fisicamente e psicologicamente, favorecendo a fisiologia do parto.
O parto natural é perfeito. Não há regras a serem seguidas. Basta seguir o que o corpo pede e a vivência de parto será a melhor possível.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Pós-parto: Luto e (re) Nascimento

Talvez a primeira consideração a fazer é que a mídia é irreal. Aquela figura de mãe maquiada ao acordar, sempre sorridente, com o bebê dormindo, casa limpa e arrumada, simplesmente não existe!
Uma mulher real em pós-parto só tem olhos para o bebê. Ela acabou de passar por uma mudança extremamente abrupta, que marcará sua vida, sem exageros, para sempre. Ela, muito frequentemente, não assimilou o adeus à barriga, está repleta de hormônios, tem uma nova rotina, um bebê em casa, e, às vezes, um corte no abdômen. Ela está vivendo intensas transformações e experiências, precisa dar conta de tudo sozinha, quase sempre sem ajuda. Sente-se descuidada, sem atenção, o cansaço físico e mental é grande. Ela começa a sentir um desconforto tamanha a dedicação ininterrupta ao seu bebê. A saudade do que um dia foi sua vida bate à porta e junto com ela um sentimento de culpa por sentir-se triste. É tudo tão novo, tão intenso e profundo que as alegrias e angústias se entrelaçam. Tudo é vivido em solidão. Sua alma está exposta e não há nenhuma barreira de proteção. O turbilhão de sentimentos é incompreendido e a sociedade nega a legitimidade dessas emoções. Sentimentos contrários e complementares se conflitam e se confundem. Ao mesmo tempo alegria e tristeza. Força e vulnerabilidade. Plenitude e dor. Agora és mãe, tens que se abrir para um novo mundo. É tudo instantâneo, sem tempo de digestão.Mesmo com toda preparação, é tudo incerto, desconhecido.
 Ora grávida com um barrigão, outrora mãe com bebê no colo.
As emoções estão à flor da pele. O equilíbrio hormonal balançado pelo parto e amamentação inicial se traduz numa tristeza materna, o baby blues, um fato concreto, real, um sentimento legítimo.
Com o parto, a mulher revive o próprio nascimento e se transforma também num ser em nascimento, revivendo o bebê que foi um dia. Isso faz com que ela saiba exatamente o que seu filho precisa: proteção, cuidado, atenção, carinho, colo, calor, amor. Mas a rotina é pesada e a carga emocional também. Muitas vezes a mãe se depara com dificuldades: leite empedrado, produção insuficiente, cólicas, palpites, é muita sobrecarga. E infelizmente há pouquíssimo apoio à essa nova mãe, que enfrenta tudo sozinha.  
Fonte: Google Images
Vive-se um luto, e o luto sempre tem caráter de despedida, e despedir da vida que tinha, da gestação, da barriga, da antiga rotina, não é tarefa fácil. Meses podem se fazer necessários para que isso aconteça. E se o parto não ocorreu como o desejado, talvez a vida não seja tempo suficiente para assimilar tudo. Mas é tempo também de boas-vindas. É um novo recomeço. Tudo vai ficando mais ameno e tranqüilo. O bebê cresce e a rotina de cuidado absoluto vai se transformando em brincadeiras, risos, novidades, e o profundo contato entre mãe e filho se intensifica. A vida vai voltando a ser colorida e divertida, e os encantos de ter um bebê são vistos a todo momento. As dobrinhas enchendo, as roupas ficando pequenas, “puxa vida, que leite poderoso! Eu dou vida ao meu bebê”.
A aceitação do que já foi, o valor de tudo que aconteceu é um processo lento e muito bonito. Aceitar e entender o novo também acontece lentamente e a beleza é ainda maior. O mundo se torna belo quando temos um filho. A vida se torna plena. Com dificuldades e maravilhas seremos sempre um mundo de conforto e confiança para nossos filhos. E eles, serão sempre o nosso mundo.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A verdadeira dor do parto


Fonte: Google Images


Eu me preparei para parir.
Meu corpo sabia parir.
Em qualquer posição minha ou dela.
Eu queria sentir a temida sensação que traria minha filha aos meus braços.
Queria superar meus medos.
Queria sentir cada movimento da sua chegada.
Queria sentir meu corpo se abrindo.
Queria sentir ela descendo e encaixando.
Queria viver aquela experiência de frente.
Queria ser protagonista.
Queria simplesmente parir seguindo meus instintos,
No acalento do meu lar.
E de repente entramos em trabalho de parto.
Foi antes que eu imaginava.
Me pegou de surpresa.
Eu não acreditava.
Mas me sentia extasiada.
Tudo aquilo para o que me preparei estava começando.
Em casa, senti as ondas tomando o meu corpo.
Apenas me entregava.
Suavizava minha respiração.
Entrava na dor e seguia com ela.
E aquela sensação intensa a qual chamam de dor transformou-se em prazer.
Descanso.
Alegria.
Mais uma onda.
Uma nova entrega.
Eu ainda não acreditava.
Me sentia tão inteira, tão pura.
Iria parir.
Mas num telefonema, a notícia.
Vamos para a maternidade.
Lá, dor. Apenas dor.
Dor da alma.
Uma dor de fato.
Algo que eu não conseguia compreender.
Já não me entregava mais.
Apenas tentava suportar.
De olho num relógio, não via o tempo passar.
Dor.
Foi tudo embora.
Me tiraram tudo.
Eu e minha filha éramos o de menos ali.
O “santo” doutor estava vindo.
Dor.
Meu companheiro longe.
Dor.
O pai de fora.
Dor.
A solidão.
Dor.
O desrespeito.
Dor.
Uma cesária.
Dor.
A violência.
Dor.
As lágrimas.
Dor.
Uma cicatriz.
Dor.
Meu coração em prantos.
Dor.
Minha alma ferida.
Dor.

Isso é a verdadeira dor do parto.
A dor do não vivido.
A dor do que me foi roubado.
A dor do espírito. A dor da alma.