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terça-feira, 29 de maio de 2012

Compartilhando: Acolhendo (a mãe e) o bebê


Por Tatiana Favaro Lima

Fonte: Arquivo Pessoal
A leitura do capítulo "Recém-nascido" do livro Guia da grávida informada e consciente me fez lembrar das histórias contadas por minha avó de seus partos e puerpérios. Minha avó era uma pessoa que mantinha com muito fervor as tradições relacionadas ao nascimento e a morte. Lembro-me dela falando do zelo que se tinha com a mãe e com o bebê recém nascido. Lembro-me que chegávamos a rir do excesso de zelo, tradições bobas e sem sentido. Será? Desde que pari a primeira vez minha avó me parece muito mais sábia do que pensava...

Lembro-me dela falando que na primeira semana de pós-parto, mãe e filho eram preservados em repouso e isolamento. Sem visita nem dos familiares mais íntimos. Só entravam no quarto a parteira e/ou uma mulher mais velha da comunidade para cuidar da higiene e alimentação da mãe.

Hoje penso como seria bom termos direito a este isolamento. Seria mais fácil resolver os problemas de amamentação sem público, sem visitas, sem ter que se preocupar com afazeres domésticos, sem ter que conversar ou dar atenção a outras pessoas... somente a mãe e o bebê... imersos nas suas emoções e no seu processo de apaixonamento.
Nas semanas seguintes as pessoas da casa iam tendo acesso a mãe e ao bebê em horários bem restritos. A mulher permanecia de repouso por mais uns 30 dias, para garantir boa cicatrização/recuperação do parto e descanso suficiente para que pudesse cuidar do bebê com prazer e disposição. 
Como esses bebês deviam ser mais felizes, pois por pelo menos 40 dias esta mãe ficava dedicando-se exclusivamente a este filho. Para isso, a mãe era assistida por outra mulheres (familiares próximas e vizinhas). Essas mulheres não vinham visitar a puérpera, pelo que entendo das histórias contadas pela minha avó. As mulheres daquela comunidade automaticamente se organizavam e se revezavam para apoiar a puérpera. E isso me lembro de ter presenciado a até pouco tempo atrás... logo que chegava a notícia de um nascimento, minha avó já se punha a cozinhar uma canja ou sovar um pão para levar para aquela casa. Ela dizia que ia “visitar”, mas esta visita era muito diferente das nossas visitas de hoje. Ela ia de braços abertos para ajudar... lavava louça, varia casa, levava algum alimento, dava banho nos filhos mais velhos... Tão diferentes das visitas de hoje que levam presentes e esperam encontrar mesa posta, casa decorada, mãe disponível e sorrindo. Chegam querem pegar o bebê no colo, conversar em seu tom de voz normal, comem, sujam e vão embora, muitas vezes tarde da noite. Se a mãe põe limites nas visitas é logo taxada de fresca e logo começam os palpites de que “o bebê tem que se acostumar com barulhos”, sem contar os palpites sobre amamentação, sobre o parto, sobre os cuidados com o bebê. Tudo isso a meu ver interfere no processo de imersão que esta mãe necessita durante o puerpério. 
Mas muitas vezes a própria puérpera não se permiti assumir que precisa desta imersão, que o que ela quer naquele momento é ficar com o bebê e somente com ele. Afinal, seria mesmo frescura? Como enfrentar familiares e amigos? Como ir contra a corrente, neste período de tantas dúvidas e fragilidades. 
Acho que a mulher realmente tem que estar muito segura de si e preparada (informada) para enfrentar e impor suas necessidades e defender as necessidades de seu bebê. Além disso, a presença do pai consciente também é muito importante, pois ele sim, nos dias de hoje, tem o papel de proteger o puerpério, já que não contamos mais com aquela rede de apoio das antigas comunidades femininas. 
Vejo um paradoxo de isolamentos das famílias modernas, onde estamos expostos nos momentos em que deveríamos estar recolhidos, porém permanecemos isolados do verdadeiro contato comunitário. As pessoas sequer se sentem dignas de receber ajuda. Imagino como é visto com estranheza uma vizinha bater a porta de uma puérpera e lavar a louça e ir embora. Ou levar um cozido e não entrar para ver o bebê. Ao contrário, visitamos, levamos presentes caros e não ajudamos em nada. Nem nos permitimos pedir ajuda, quando necessário.
Sobre outro aspecto fiquei analisando como em outras vezes as famílias ficam ansiosas receber visitas e/ou sair de casa com os bebês. As mulheres hoje geralmente possuem rotinas exaustivas de trabalho, vida social intensa, e estranham a calmaria, o silêncio e o isolamento do puerpério. Muitas vezes são as mulheres que não conseguem suportar o silêncio do puerpério, pois neste silêncio, além do contato com o bebê surgem milhões de questões íntimas. E será que esta mãe está preparada para enfrentar este encontro tão profundo com seu filho e sua feminilidade mais profunda? Não seria mais fácil sair, andar, correr, trabalhar? A maioria dos relatos que encontro de puérperas é: “eu sempre trabalhei tanto, achei que ia ser moleza cuidar de um bebê...” Mas geralmente elas se surpreendem e muitas vezes não dão conta de manter este período de intimidade. E fogem... para os shoppings, para os parques, para as academias, para o trabalho... Muitas vezes com bebê no colo, ou no carrinho... expondo aquele ser sensível a um ritmo frenético, totalmente fora do seu ritmo. E muitas vezes eles realmente não reclamam, não naquela hora... não naquele dia... não da maneira que se espera. E com isso essas mulheres “pulam” o puerpério e perdem a oportunidade única de imersão e encontro, com seu bebê e consigo mesma.
Ainda sobre o texto gostei muito da forma como é exposta a visão do bebê sobre este período inicial da vida. Ressalto os pontos que achei mais interessantes:
“Ele é o vazio da ausência do corpo a corpo”
“Ele se vê mergulhado em uma avalanche de estímulos sensoriais”
“Nosso corpo é seu berço primário, seu principal porto seguro.”
“Um bebê precisa, primeiramente, receber o toque amoroso, o contato pele-a-pele.”
“Seu primeiros dias respirando pelos pulmões. Está limpo o ar que ele respira?”
“Tudo deve ser bem delicado, respeitando seus tempos, sua pequenês, suas necessidades.”
“Permitimo-lhe esse luxo: sono tranquilo, silencioso e no escuro”
“Como então oportunizar ao bebê seu rítmo? Prestando-lhe atenção.”
“Uma pessoa que é sujeito é encarada com atenção e consideração, com aquele interesse que temos por algo que nos fascina e desperta o nosso respeito.”
“As crianças, por estarem de alma nua e totalmente sincera, percebem na hora o fingimento, a rigidez, o distanciamento emocional. E sofrem.”
“...a única forma disso acontecer plenamente é conversando com ele”
“É preciso pressupor que nosso bebê seja inteligente, presente e receptivo.”
“Os erros devem ser apontados e trabalhados, mas não podem sabotar a auto-estima da criança.”
“Use todas as palavras que conhece,...”
“...crie sons para as emoções e as caretas.”
“Cante para seu bebê.”
“Embale-o em sua voz e envolva-o numa dança, para que ele descubra rítmos musicais e movimentos harmônicos.”
“Faça com ele o lhe agradar mais, pois sua felicidade será transmitida e ele fará experiência de emoções positivas que o incentivarão a crescer e se fortalecer. Sua alegria é a dele também.”
“Uma mãe bem disposta é a chave para um filho tranquilo.”
“Extendendo a gestação, dar o peito é um ato de amor e doação dos mais elevados.”
“É um tempo precioso que não deveria nunca ser perturbado, interrompido ou invadido. A mamada é um espaço e um tempo sagrados para serem escrupolosamente respeitados.”
“O banho é mais um momento lúdico do que de limpeza.”
“Nunca deixá-lo pegar friagem. É importante que pés e cabeças estejam sempre protegidos de ventos e frio”
“Deixem que tenha ar para respirar e que também possa abrir os olhos e enxergar um pedaço de mundo e não o protetor de berço!”
“Festejemos, então, sem aflição e em serenidade.”
“Com um recém-nascido deveríamos despir nossas roupas convencionais, esquecer as modas e a etiqueta, e colocarmo-nos de alma nua em relação com outra alma nua que acabou de descer sobre este planeta.”

Tatiana Favaro Lima é professora de ciência da computação e aluna do curso de formação de Doula Pós-Parto da Ong Amigas do Parto.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Dia Internacional do Brincar

Fonte: Site da Aliança pela Infância
Do dia 20 a 27 de Maio celebrou-se a Semana Mundial do Brincar, e hoje, em especial, é comemorado o Dia Internacional do Brincar. Em várias partes do Brasil e do mundo aconteceram nesta semana inúmeras atividades voltadas para o incentivo, resgate e propagação do direito de brincar. 
O maior objetivo das ações promovidas pelos núcleos ligados à infância é ressaltar a importância do Brincar para a sociedade. Num momento histórico em que os pais terceirizam o cuidado e atenção aos filhos, seja para a babá, escola, equipamentos eletrônicos ou a própria falta de presença, estimular ações que promovam a reflexão e discussão sobre os direitos da infância, se fazem de suma importância e urgência. Como eu não poderia deixar de relacionar, a ideia da formação de uma cultura de paz que se constrói a partir da infância, baseia-se na visão de mundo que a criança tem, e isso tem início no momento do parto, ou melhor, numa concepção e gestação conscientes e saudáveis. Nascer meio ao amor e respeito e ter o registro legítimo de que este mundo é bom e belo, transforma a sociedade. Através desse amor, crianças felizes e plenas são geradas, crentes em si e nos outros, que propagam a paz e o bem por toda a sua vida.

Como muito bem define a Aliança pela Infância "infância é um momento especial da vida dos seres humanos. É também no momento da infância que aprendemos a andar, falar, conviver com os outros e com o mundo e a descobrir nós mesmos. Nessa fase da vida desenvolvemos a primordial confiança no mundo ao nosso redor, que será a base para o amor pela humanidade quando cuidada com amor, dedicação e afeto. Uma infância saudável permite a construção de um mundo digno com homens e mulheres responsáveis, conscientes e íntegros. Salvaguardar a infância significa garantir um futuro de paz, pois é essa imagem que carregaremos dentro de nós durante nossas vidas."

Como o texto da Aliança pela Infância é perfeito para explicar mais sobre esta celebração, vou indicar o link para o site da Semana Mundial do Brincar http://semanamundialdobrincar.wordpress.com/ 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Receitas para complementar a alimentação do bebê


Compartilho abaixo duas receitas para complementar a alimentação do bebê. São deliciosas, fáceis de fazer e muito nutritivas.
Prefira oferecer ao seu filho alimentos naturais, integrais e orgânicos. Todo químico, artificial e industrializado que polparmos na alimentação das crianças, refletirá em saúde e bem estar para toda a vida. Pense nisso!


Receita Leite de frutas

- 2 bananas nanicas ou d'água cozidas
1 fruta crua como maça, pera, pêssego, mamão, goiaba, abacate, etc.
- 2 colheres de algum cereal, como aveia (mais leve e fácil digestão)
- 1 semente que dá em casca: nozes, ou amêndoa, ou castanha do pará, ou avelã

Ferva as duas bananas em 1 litro de água. Enquanto as bananas estão fervendo, corte uma outra fruta no liquidificador e junte duas colheres de aveia; acrescente a semente (2 se for nozes, ou amêndoa ou castanha, e 6 se forem avelãs). Junte a banana cozida com a água da fervura no liquidificador, bata tudo por uns dois minutos. Pode ser servido quente ou fresco.


Receita Leite de grãos

4 colheres de arroz integral
2 colheres de arroz moti ou aveia em grão
1/2 colher de trigo ou cevada
1/2 colher de feijão azuki ou lentilha
1/2 colher de gergelim claro

4 partes de água para 1 de sólidos

Cozinhe em fogo bem baixo durante três horas, com panela tampada e de preferência grossa, de ferro melhor ainda (o leite levará consigo partículas de ferro para enriquecer o sangue). Mexa de vez em quando para não grudar. Não adicione sal, nem açúcar, nem nenhum outro condimento. Pronto. Na superfície ficou a parte mais rala, é o leite. No fundo ficaram os grãos, bem molinhos, é a papa. Passando a papa na peneira, é o creme. E o bagaço contido na peneira dá para aproveitar para fazer pão, sopa ou bolinhos.
Com o bebê maior de 6 meses dá pra começar oferecendo o leite com um pouco do creme e uns pedaços de cenoura, chuchu, batata salsa, inhame, aipim, etc, bem cozidos para ficarem molinhos. Nada de mamadeira, só na colherinha.

Fonte: livro "Mamãe, eu quero" de Sonia Hirsch, pág. 11. 

Nenhuma das receitas substitui o leite materno! São apenas complementos para bebês maiores de 6 meses e prontos para receber outros alimentos! 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Teoria da Extero-Gestação, Angústia da Separação e Criação com Apego

Os bebês humanos estão entre os mais indefesos de todos os mamíferos. Por causa do maior tamanho do cérebro e do fato de que o tecido nervoso necessita de mais calorias para se manter que qualquer outro, grande parte do alimento ingerido é gasto em prover nutrição e calor para as células nervosas. Mais significante é o fato de que nossos bebês necessitam nascer mais cedo do que deveriam, com seus cérebros ainda não totalmente desenvolvidos. Se o bebê humano nascesse já com o sistema nervoso central amadurecido, sua cabeça não passaria pela pelve estreita da mãe no momento do parto. Ao contrário de outros mamíferos, como girafas e cavalos, o recém-nascido humano é incapaz de andar por um longo período após o nascimento, porque lhe falta o aparato neurológico maduro para tanto. O custo primal de ter um cérebro grande é que nossos filhotes nascem extremamente dependentes e em necessidade constante de cuidado. O crescimento do nosso cérebro após o nascimento é mais rápido do que o de qualquer outro mamífero e segue neste ritmo por 12 meses.
A seleção natural demanda que pais humanos cuidem de seus filhos por um longo período e que os filhos dependam dos pais. Esta necessidade mútua traduz-se em um estado emocional chamado “apego”.
Em algumas culturas, como na tribo Kung, bebês raramente choram por longos períodos e não há sequer uma palavra que signifique “cólica”. As mães carregam os bebês junto ao corpo, com um aparato semelhante a um “sling”, mesmo quando saem para a colheita. A relação mãe-bebê é considerada sacrossanta, eles permanecem juntos o tempo todo. O bebê tem livre acesso ao seio materno e vê o mundo do mesmo ponto de observação que sua mãe.
Nossa cultura ocidental não permite um estilo de vida idêntico ao de tribos primitivas, mas podemos tirar lições valiosas sobre como ajudar nossos bebês na adaptação à vida extra-uterina.
Nos primeiros 3 meses de vida, o bebê humano é tão imaturo que seria benéfico a ele voltar ao útero sempre que a vida aqui fora estivesse difícil.
É preciso compreender o que o bebê tinha à sua disposição antes do nascimento, para saber como reproduzir as condições intrauterinas. O bebê no útero fica apertadinho, na posição fetal, envolvido por uma parede uterina morninha, sendo balançado para frente e para trás a maior parte do tempo. Ele também estava ouvindo constantemente um barulho "shhhh shhhh", mais alto que o de um aspirador de pó (o coração e os intestinos da mãe).
A reprodução das condições do ambiente uterino leva a uma resposta neurológica profunda "o reflexo calmante". Quando aplicados corretamente, os sons e sensações do útero têm um efeito tão poderoso que podem relaxar um bebê no meio de uma crise de choro. 
Entretanto, por volta do oitavo mês, devido à conquista acelerada de autonomia pelo desenvolvimento motor e cognitivo, o bebê começa a perceber que ele e sua mãe já não configuram mais uma unidade, que são indivíduos separados fisicamente. Isso pode causar crises de ansiedade na criança que são bem visíveis durante a noite, quando o bebê volta a acordar de madrugada várias vezes, quando não quer desgrudar de sua mãe, quando recusa o alimento e quer somente peito de mãe, por exemplo. É a chamada Angústia da Separação.
Para atravessar o início dessa fase com mais tranquilidade é importante respeitar ainda mais a criança em suas necessidades básicas de amor, carinho e atenção. Por isso, é bom evitar grandes mudanças na vida familiar para que o bebê não sinta tanta ansiedade. É comum também o bebê reagir negativamente à pessoas estranhas ou mesmos à pessoas distantes do seu cotidiano. Ele sempre busca proteção e age com movimentos de fuga. É sempre importante conversar calmamente com ele e oferecer o apoio e proteção requeridos. O ciclo de sono frequentemente é alterado, e a presença da mãe é ainda mais necessária. Dormir juntinho ou no mesmo quarto, ou mesmo ir até o bebê algumas vezes para acariciá-lo enquanto dorme pode ser uma alternativa positiva. Brincar com o bebê e despender muita atenção a ele é crucial para ele se sentir importante e valorizado. Nessa fase, as tarefas domésticas têm menos importância do que o normal. Manter contato com outros bebês e famílias também ajuda a atravessar os picos com mais calma, pois o bebê se reconhece no outro, sente o calor familiar e ainda mãe e pai pode dividir suas dificuldades e maravilhas da arte de maternar.
É importante entender que essa fase tem picos e declínios de suas características, e pode se estender até os 5 anos. Um dos picos mais claros é aos dois anos, quando a criança se separa psicologicamente da mãe. Seu emocional e afetivo ficam confusos e a necessidade de afirmação é muito evidente, sendo extremamente necessário atender aos seus chamados biológicos e emocionais. Aqui a presença do pai é ainda mais importante, pois ele caracteriza um separador natural e a criança o reconhece como seu forte protetor.
As necessidades de cada bebê são distintas e somente a mãe e o pai para compreender e entender exatamente o que se passa com seu filho. Somente eles poderão oferecer os melhores recursos para aliviar as tensões, os medos, as angústias e a ansiedade do período. Mas independente do bebê, da família, o melhor cuidado é todos é o contato, é o que afirma a criança em seu emocional, é o que reconhece ela como indivíduo, e o que é fornece a ela tudo que ela precisa, a presença e entrega dos pais.
            Essa afirmação consciente das necessidades da criança são contempladas pela Teoria do Apego. De acordo essa teoria, uma forte ligação emocional com os pais durante a infância, também conhecida como apego seguro, é um precursor de relacionamentos seguros e empáticos na idade adulta. O apego é uma necessidade bio-psicológica da criança, e ignorá-lo é desvalorizar o indivíduo em todos os seus aspectos.
Para uma criação com apego basta que os pais sejam pais por inteiro, criando um forte vínculo com seu filho, sendo receptivos e sensíveis com a criança, apresentando uma disponibilidade física e emocional para atender as necessidades da criança. Os pais devem ser criativos nas respostas às necessidades dos seus filhos, refletindo e considerando hipóteses para cada situação.
A Criação com Apego procura entender as necessidades biológicas e psicológicas das crianças e evitar expectativas não realistas sobre o comportamento infantil. Ao estabelecer limites que sejam apropriados para a idade, a Criação com Apego leva em conta todas as etapas físicas e psicológicas do desenvolvimento que a criança está experimentando. Desta forma, os pais podem tentar evitar a frustração que ocorre quando eles esperam coisas que elas não podem fazer ainda.
A Criação com Apego afirma que é vital para a sobrevivência que a criança seja capaz de comunicar suas necessidades aos adultos e que estas sejam tratadas sem demora. Enquanto ela ainda é pequena, é mentalmente incapaz de qualquer manipulação. Durante o primeiro ano de vida, as necessidades e desejos de uma criança são a mesma coisa.
 Os defensores da Criação com Apego entendem que as necessidades não satisfeitas aparecem no curso da vida tentando satisfazer o que não foi satisfeito no seu devido momento. A Criação com Apego observa o desenvolvimento, assim como a biologia da criança, para determinar as respostas psicológicas e biologicamente apropriadas para cada fase dela.

Leia também sobre a Criação com Apego aqui. É um texto da Ligia Moreiras Sena, do blog Cientista que Virou Mãe (recomendadíssimo). Um dos campos de trabalho da Ligia é a neurociência, e este texto fala justamente das relações entre a Criação com Apego e seu viés neurocientífico.

Fonte: maternarconsciente.blogspot.com
Organização do texto: Nitiananda 

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Motricidade Livre

Motricidade Livre é perfeita. É natural. Respeita o tempo de cada criança. Sem expectativas. Sem estimulação. Sem cobranças. Sem imposições. Apenas a criança, sua curiosidade, seu desenvolvimento, seu ritmo.
Emmi Pikler, médica pediatra, através de sua experiência própria e de muita observação, concluiu que um bebê, desde o nascimento, não tem necessidade de nenhuma intervenção de um adulto para mover-se, seja para adquirir, manter ou abandonar diferentes posições do corpo. 
Quando a criança segue seu próprio ritmo e faz sua descobertas por mérito próprio, ela aprende melhor a movimentar-se.
Ao invés de estimular a criança a fazer algo que julgamos apropriado para sua idade, convém criarmos um ambiente adequado para seu desenvolvimento autônomo.
Colocar a criança numa posição que ela não assume sozinha, é forçar seu corpo a sustentar uma postura ou movimento que ela ainda não dá conta. Isso pode significar um prejuízo em seu desenvolvimento motor e também em sua capacidade de auto-confiança. Quando as crianças são deixadas viver em seu próprio tempo, com seu ritmo respeitado, sentem-se mais confiantes em suas descobertas, e são instigadas naturalmente a concentra-se em suas atividade. Por consequência, o poder de reflexão, organização e curiosidade, aumentam consideravelmente em relação às crianças que recebem a solução pronta para seu crescimento.

Para concluir, uma frase auto-explicativa de Emmi Pickler:
"Uma criança que obtém algo por meio de experimentos autônomos adquire um conhecimento completamente diferente de uma criança a quem se oferece previamente a solução."

Aqui você encontra outro texto sobre Motricidade Livre escrito por Luciana Lima do Espaço Aobà. E aqui tem outros dois textos que falam sobre a abordagem de desenvolvimento infantil de Emmi Pikler. 


sábado, 7 de janeiro de 2012

Beatriz e seus primeiros dentinhos

Ounn que graça!!! E sempre fazendo palhaçada.
Fonte: Arquivo pessoal (31/12/2011)

Chorei!!! Como acontece com cada conquista da minha pequena em seu acelerado desenvolvimento!!!
Já faz quase um mês (14/12/2011) que os primeiros dentinhos da Beatriz apontaram em sua boca. Sem grandes alvoroços, apenas com algumas mudanças no seu ritmo e alguns episódios de vômitos a jato. Os sintomas físicos foram relativamente comuns: nariz escorrendo, produção acentuada de saliva, tosse, espirros constantes e vômito. Mas como quase toda mãe fiquei na dúvida, "ainda é um pouco cedo, mas serão os dentinhos? ou um resfriado mesmo?" Por causa da constância dos vômitos cheguei a suspeitar de refluxo. Levamos Bea para duas sessões de osteopatia, por duas semanas. E os vômitos cessaram, mas a causa estava errada. Os outros sintomas continuavam e, como na idade dela tudo, absolutamente tudo vai pra boca, as mordidas vorazes foram um sinal  claríssimo de nascimento dos dentes. E a suspeita se confirmou. Após dias e dias procurando uma pontinha dura numa gengiva macia e pouco inchada, eis que eu encontro seu primeiro dente. Minúsculo, mas estava lá. Lindo lindo lindo. Minha menininha está crescendo mesmo!!! 

Com pouco mais de cinco meses seu corpo dá um sinal reverente de que está ficando pronto para o mundo.
Como assim? 
De acordo com medicina antroposófica o nascimento dos dentes está relacionado com o início do amadurecimento do sistema imunológico do bebê. Por isso a semelhança com sintomas de resfriado. A erupção dos dentes é um processo longo e não linear, cheio de movimentos e interrupções. Os sintomas ocorrem por causa de processos inflamatórios que enchem as mucosas de líquidos com o objetivo de amolecer a gengiva permitindo a erupção. Os sintomas típicos (salivação, nariz escorrendo, amídalas inchadas, ouvidos doloridos, espirros, vômitos) podem aparecer em ciclos, até os dois anos e meio, quando a dentição de leite se completa. O mais comum é que este início seja por volta do 7º mês, mas pode acontecer antes (até mesmo ao nascimento) e também depois (inclusive após o 1º aninho). É comum também que durante esses momentos o bebê diminua a ingestão de leite, recusando o peito, ou mesmo a alimentação. Isso acontece sabiamente de acordo com o instinto da criança, pois seu organismo sabe que ao ingerir mais alimento, a produção de catarros se intensifica, o que é bastante incômodo.
Além disso, o aparecimento dos dentinhos está relacionado com o início da maturação do sistema digestório, ou seja, o bebê está se preparando para receber outros alimentos além do leite materno. Isso quer dizer que o corpo do bebê está começando a produzir novas enzimas digestivas capazes de digerir outros grupos de alimentos. Mas a transição deve ser bastante lenta para não sobrecarregar o organismo. A criança dá sinais muito claros de seu desenvolvimento, é preciso respeitá-los, ter calma e atenção. Por isso é tão importante que pelo menos um dentinho do bebê já tenha nascido para introduzir novos alimentos na sua dieta. Lembrando, isso não necessariamente acontece com 6 meses, aliás, a pontualidade não faz parte do desenvolvimento humano, pelo simples fato de que cada um é cada um. Essa maturação do sistema digestório, que frequentemente ocorre por volta do 6º mês, acontece basicamente porque os nutrientes essenciais advindos da mãe durante a gestação começam a se esgotar e por isso se faz necessário a introdução de novos alimentos da dieta  do bebê. Entretanto, isso varia muito de criança para criança, e como o organismo é harmônico naturalmente, é importante prestar atenção em todos os sinais que o bebê demonstra que seu corpo está se preparando para conhecer o mundo. 

A natureza é perfeita, não?!

Mesmo com os sinais da Beatriz, estou adiando a introdução efetiva de novos alimentos. Estou oferecendo algumas coisas, geralmente o que estou comendo, como uma curiosidade para ela. É uma forma dela se familiarizar com sabores distintos sem precisar necessariamente nutrir-se. Ou seja, ela manipula os alimentos da mesma maneira que o faz com brinquedos. Quando ela sente o sabor ela mesma se encarrega de descobrir todas as faces, rejeitá-lo, sugá-lo, olhá-lo, cheirá-lo. Enfim, primeiramente vamos aguçar a curiosidade para mais tarde começar a alimentação propriamente dita.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Compartilhando: Recém-nascido separado da mãe sofre stress

Separação da mãe após o parto causa stress físico ao recém-nascido


Sem o contato físico com a mãe, o bebê tem 86% a mais de chances de não ter o sono tranquilo


Maternidade: o contato físico com a mãe após o nascimento evita um stress desnecessário ao recém-nascido.

Uma mulher entra em trabalho de parto e dá à luz. Em seguida, o recém-nascido é coberto e colocado para dormir em um berço próximo ou levado para longe, no berçário. Apesar de essa ser a rotina dentro dos hospitais ocidentais, além de ser um procedimento indicado pela Academia Americana de Pediatria, uma nova pesquisa publicada no periódico Biological Psychiatry fornece novas evidências de que separar o bebê da mãe pode ser um motivo de stress desnecessário para a criança.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Should Neonates Sleep Alone?

Onde foi divulgada: revista Biological Psychiatry

Quem fez: Barak E. Morgan, Alan R. Horn e Nils J. Bergman

Instituição: Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul

Dados de amostragem: 16 bebês com dois dias de vida

Resultado:


Apesar de recomendada pela Academia Americana de Pediatria, pelo Ministério da Saúde do Brasil, pela Sociedade Brasileira de Pediatria, pela OMS e UNICEF..., separar o recém-nascido da mãe pode trazer stress desnecessário ao bebê. A pesquisa mostrou que a separação tem impactos negativos nos bebês, como na duração do sono e na frequência cardíaca.
Os impactos psicológicos para o bebê causados pela separação eram, no entanto, desconhecidos. Os pesquisadores mediram, por uma hora, a variabilidade da frequência cardíaca em 16 bebês com dois dias de idade, durante o contato físico (pele a pele) com a mãe e no período em que eles estavam sozinhos no berço. A atividade neonatal autonômica (controla a vida vegetativa, como respiração e circulação sanguínea) era 176% maior e o sono tranquilo, 86% menor durante a separação. A pesquisa sugere que isso é algo que causa um importante stress fisiológico para o bebê.

Contradição

A pesquisa aborda ainda uma contradição: em pesquisas animais, a separação entre mãe e filho é uma maneira comum de criar stress para estudar os efeitos prejudiciais no desenvolvimento do cérebro do recém-nascido. Ao mesmo tempo, a separação dos bebês humanos é uma prática comum, particularmente quando há a necessidade de cuidados médicos especializados.

"O contato pele a pele com a mãe acaba com essa contradição, e nossos resultados são o primeiro passo na direção de entender exatamente por que os bebês se saem melhores quando têm esse contato físico com a mãe, frente aos cuidados na incubadora", diz Barak Morgan, coordenador do estudo.

De acordo com a equipe, são necessárias pesquisas posteriores para se entender melhor os efeitos da separação.
Entretanto, o contato físico traz benefícios já conhecidos ao bebê, além de evitar um stress físico desnecessário. Assim, conforme novas evidências surgem, os médicos se deparam com um novo desafio:
integrar o contato físico nos tratamentos de rotina, enquanto ainda conseguem fornecer com segurança os demais cuidados de praxe com o recém-nascido.

 
 
Autor: Marcus Renato de Carvalho
Data: 7/12/2011
Fonte: 
http://www.aleitamento.com/a_artigos.asp?id=1&id_artigo=2602&id_subcategoria

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Shantala

A Shantala é uma poderosa masssagem para bebês, com origem na Índia, que consiste em movimentos amplos, lentos e ritmados, que se intensificam a medida que o bebê se desenvolve.
Além dos benefícios físicos, emocionais e energéticos, ela aprofunda a relação e o contato entre pais e filhos.
A Shantala foi divulgada pelo obstetra francês Frédérick Leboyer, nos anos 1970 em uma de suas viagens à Índia. Leboyer observou o hábito cultural das mães com os seus bebês e percebeu um bom desenvolvimento psicomotor, apesar da miséria da região. Além disso, percebeu o intenso envolvimento entre mães e filhos.
Com autorização, ele pediu a uma mãe para aprender, filmar e fotografar o método de massagem. Pouco tempo depois, Leboyer publicou um livro apresentando ao mundo ocidental a técnica massoterapêutica, à qual deu o mesmo nome daquela que o ensinou: Shantala.





Benefícios da Shantala:
·  A regulação das funções fisiológicas digestivas e respiratórias, o que contribui para evitar a manifestação de cólicas, prisão de ventre e dor de barriga, e para favorecer a digestão;
·  O desenvolvimento da propriocepção, ou seja, a consciência do próprio corpo;
·  O ganho de peso para o bebê;
·  Auxilia o sono tranquilo;
·  Favorece a troca afetiva entre pais e filhos;
·  Estimula o sorriso e a interação.

Na minha rotina com a Beatriz, eu utilizo alguns exercícios da Shantala, mas desenvolvi com minha filha a nossa própria técnica, baseada em movimento e sensações que nós duas nos sentimos confortáveis. Além disso, levo em consideração a localização dos órgãos para estimulá-los e ainda utilizo pontos da reflexologia. Cada díade mãe/pai-bebê deve encontrar o próprio método que se adapte à família, seja agradável para mãe/pai e bebê e que faça sentido em suas vidas. Num outro post eu descreverei a massagem que eu faço na Beatriz e também no Raul;) 

“Nutrir a criança?
Sim.
Mas não só com o leite.
É preciso pegá-la no colo.
É preciso acariciá-la, embalá-la.
E massageá-la.

É necessário conversar com a sua pele,
Falar com suas costas
Que têm sede e fome,
Como sua barriga.

Nos países que preservaram
O profundo sentido das coisas,
As mulheres ainda se recordam disso tudo.
Aprenderam com suas mães
E ensinaram às filhas
Essa arte profunda, simples e muito antiga
Que ajuda a criança a aceitar o mundo
E a sorrir para a vida.”.

Frédérick Leboyer

Fontes:

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Compartilhando: Dicas para iniciar a alimentação do bebê

O início da alimentação da criança é um momento crítico. O que me deixa inquieta é que as mães que encontro se sentem em geral um pouco “perdidas”, sem saber no que acreditar neste momento. Ouço freqüentemente comentários do tipo: “- A pediatra falou que o bebê deve começar com a papinha mês que vem, quando completa quatro meses”.
Olhar para o bebê e não para o relógio
Porém, como todo o processo de desenvolvimento da criança, a passagem da alimentação líquida para a alimentação sólida respeita alguns critérios individuais e NÃO ACONTECE DE FORMA CRONOLÓGICA.
Para que a criança consiga fazer essa passagem importante do seu desenvolvimento, em geral ela já precisa:
- ter alguns dentes (pelo menos um);
- conseguir segurar e soltar objetos (sem ajuda);
- conseguir estar em outras posições, além da horizontal de barriga pra cima.
Além disso, é fundamental ter em vista que essa passagem significa para a criança a aquisição de AUTONOMIA, por isso deve-se respeitar a vontade dela de se alimentar sozinha e na hora que seja de seu interesse. Nesse caso, fica bastante difícil impor uma data definitiva para esse acontecimento.
Primeira fase : A criança explora os alimentos, brincando com eles
Note que a criança irá manifestar claramente o seu interesse pelo alimento, BRINCANDO com ele.
No inicio é um interesse para explorar novas texturas e cores, o que pode não ter nada a ver com nutrição. Provavelmente, a criança tentará pegar o alimento do prato dos pais e levará até a boca como faz com qualquer outro brinquedo. Por isso é importante dispor para a criança alimentos que ela possa MANIPULAR SOZINHA como, por exemplo: pedaços de raízes cozidas (mandioca, batata salsa, inhame,...) de um tamanho que caiba nas mãos do bebê e que não sejam muito pequenos.
Assim, ela poderá manipular esse alimento explorando-o da forma que lhe interessa e que é capaz de fazer com autonomia. É através dessa “brincadeira” que a criança sentirá vontade e prazer na alimentação, levando essa sensação para toda a vida. As papinhas não são nada adaptadas a essa necessidade da criança.
Segunda fase: Acidentes “saudáveis” de percurso
Seguindo essa fase inicial de exploração, a criança passa para uma etapa de “alimentação acidental”, quando seu corpo começa a se acostumar com a ingestão de sólidos.
Normalmente os adultos se assustam, pois o bebê tende a regurgitar pedaços muito grandes e parece estar sufocando. Nesta hora, o que prejudica mais a criança é o medo e o susto de quem está em volta. O melhor que o adulto tem a fazer é MANTER A CALMA, e ficar por perto, evitando colocar o dedo na boca da criança para retirar o alimento. Atenção : O bebê CONSEGUE fazer isso sozinho e é importante que consiga fazê-lo.
Neste momento, provavelmente a criança já esteja ingerindo alguns pedaços menores de alimento e sentirá muito prazer em continuar manipulando-os. O adulto pode ajudar com uma colher, oferecendo o mesmo alimento ligeiramente amassado com o garfo. Assim ela começará a experimentar a satisfação de se alimentar.
O alimento mais adaptado a cada momento
Outro detalhe importante a se considerar é a escolha do alimento mais adaptado. Em geral, percebo que muitas mães iniciam com frutinhas e papinhas. Perceba que frutas são ácidas, e têm bastante açúcar e gosto forte. Para a criança que começa a sua vida alimentar, o ideal é que lhe seja oferecido:
- em primeiro, raízes e tubérculos,
- depois troncos,
- seguindo de flores
- e por último, os frutos.
Há bastante variedade em cada grupo, e eles no inicio são oferecidos sozinhos. Depois podemos misturar alimentos do mesmo grupo. Em seguida para fazer a passagem de um grupo a outro acrescentamos um ingrediente do grupo que segue ao atual. Assim, damos tempo para a criança se adaptar a cada família de alimento. E quando introduzimos uma novidade, podemos perceber claramente a sua reação. Dessa forma, as frutas serão os últimos alimentos a serem oferecidos à criança, e isso provavelmente coincidirá com o momento em que a criança terá maior atividade física e real necessidade desses açúcares.
Para as crianças que são amamentadas nenhum outro tipo de líquido é necessário. É importante ressaltar que a introdução de outros líquidos e de mamadeiras pode interferir na duração da amamentação. Por isso, se o desejo da mãe é uma amamentação prolongada, o melhor é evitar qualquer outro tipo de líquido além do leite materno.
Em síntese, a criança que inicia uma alimentação de forma prazerosa levará isso para toda a vida e dificilmente será uma criança com dificuldade em se alimentar. Ela saberá a quantidade que a satisfaz e manifestará o seu desejo pelo alimento quando sentir necessidade.
Feita a passagem à alimentação sólida de forma respeitosa ao ritmo individual da criança, ela terá conquistado também uma etapa importante para a sua autonomia.

Luciana Lima
Doula e psicóloga, coordenadora do Espaço Aobä