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terça-feira, 29 de maio de 2012

Compartilhando: Acolhendo (a mãe e) o bebê


Por Tatiana Favaro Lima

Fonte: Arquivo Pessoal
A leitura do capítulo "Recém-nascido" do livro Guia da grávida informada e consciente me fez lembrar das histórias contadas por minha avó de seus partos e puerpérios. Minha avó era uma pessoa que mantinha com muito fervor as tradições relacionadas ao nascimento e a morte. Lembro-me dela falando do zelo que se tinha com a mãe e com o bebê recém nascido. Lembro-me que chegávamos a rir do excesso de zelo, tradições bobas e sem sentido. Será? Desde que pari a primeira vez minha avó me parece muito mais sábia do que pensava...

Lembro-me dela falando que na primeira semana de pós-parto, mãe e filho eram preservados em repouso e isolamento. Sem visita nem dos familiares mais íntimos. Só entravam no quarto a parteira e/ou uma mulher mais velha da comunidade para cuidar da higiene e alimentação da mãe.

Hoje penso como seria bom termos direito a este isolamento. Seria mais fácil resolver os problemas de amamentação sem público, sem visitas, sem ter que se preocupar com afazeres domésticos, sem ter que conversar ou dar atenção a outras pessoas... somente a mãe e o bebê... imersos nas suas emoções e no seu processo de apaixonamento.
Nas semanas seguintes as pessoas da casa iam tendo acesso a mãe e ao bebê em horários bem restritos. A mulher permanecia de repouso por mais uns 30 dias, para garantir boa cicatrização/recuperação do parto e descanso suficiente para que pudesse cuidar do bebê com prazer e disposição. 
Como esses bebês deviam ser mais felizes, pois por pelo menos 40 dias esta mãe ficava dedicando-se exclusivamente a este filho. Para isso, a mãe era assistida por outra mulheres (familiares próximas e vizinhas). Essas mulheres não vinham visitar a puérpera, pelo que entendo das histórias contadas pela minha avó. As mulheres daquela comunidade automaticamente se organizavam e se revezavam para apoiar a puérpera. E isso me lembro de ter presenciado a até pouco tempo atrás... logo que chegava a notícia de um nascimento, minha avó já se punha a cozinhar uma canja ou sovar um pão para levar para aquela casa. Ela dizia que ia “visitar”, mas esta visita era muito diferente das nossas visitas de hoje. Ela ia de braços abertos para ajudar... lavava louça, varia casa, levava algum alimento, dava banho nos filhos mais velhos... Tão diferentes das visitas de hoje que levam presentes e esperam encontrar mesa posta, casa decorada, mãe disponível e sorrindo. Chegam querem pegar o bebê no colo, conversar em seu tom de voz normal, comem, sujam e vão embora, muitas vezes tarde da noite. Se a mãe põe limites nas visitas é logo taxada de fresca e logo começam os palpites de que “o bebê tem que se acostumar com barulhos”, sem contar os palpites sobre amamentação, sobre o parto, sobre os cuidados com o bebê. Tudo isso a meu ver interfere no processo de imersão que esta mãe necessita durante o puerpério. 
Mas muitas vezes a própria puérpera não se permiti assumir que precisa desta imersão, que o que ela quer naquele momento é ficar com o bebê e somente com ele. Afinal, seria mesmo frescura? Como enfrentar familiares e amigos? Como ir contra a corrente, neste período de tantas dúvidas e fragilidades. 
Acho que a mulher realmente tem que estar muito segura de si e preparada (informada) para enfrentar e impor suas necessidades e defender as necessidades de seu bebê. Além disso, a presença do pai consciente também é muito importante, pois ele sim, nos dias de hoje, tem o papel de proteger o puerpério, já que não contamos mais com aquela rede de apoio das antigas comunidades femininas. 
Vejo um paradoxo de isolamentos das famílias modernas, onde estamos expostos nos momentos em que deveríamos estar recolhidos, porém permanecemos isolados do verdadeiro contato comunitário. As pessoas sequer se sentem dignas de receber ajuda. Imagino como é visto com estranheza uma vizinha bater a porta de uma puérpera e lavar a louça e ir embora. Ou levar um cozido e não entrar para ver o bebê. Ao contrário, visitamos, levamos presentes caros e não ajudamos em nada. Nem nos permitimos pedir ajuda, quando necessário.
Sobre outro aspecto fiquei analisando como em outras vezes as famílias ficam ansiosas receber visitas e/ou sair de casa com os bebês. As mulheres hoje geralmente possuem rotinas exaustivas de trabalho, vida social intensa, e estranham a calmaria, o silêncio e o isolamento do puerpério. Muitas vezes são as mulheres que não conseguem suportar o silêncio do puerpério, pois neste silêncio, além do contato com o bebê surgem milhões de questões íntimas. E será que esta mãe está preparada para enfrentar este encontro tão profundo com seu filho e sua feminilidade mais profunda? Não seria mais fácil sair, andar, correr, trabalhar? A maioria dos relatos que encontro de puérperas é: “eu sempre trabalhei tanto, achei que ia ser moleza cuidar de um bebê...” Mas geralmente elas se surpreendem e muitas vezes não dão conta de manter este período de intimidade. E fogem... para os shoppings, para os parques, para as academias, para o trabalho... Muitas vezes com bebê no colo, ou no carrinho... expondo aquele ser sensível a um ritmo frenético, totalmente fora do seu ritmo. E muitas vezes eles realmente não reclamam, não naquela hora... não naquele dia... não da maneira que se espera. E com isso essas mulheres “pulam” o puerpério e perdem a oportunidade única de imersão e encontro, com seu bebê e consigo mesma.
Ainda sobre o texto gostei muito da forma como é exposta a visão do bebê sobre este período inicial da vida. Ressalto os pontos que achei mais interessantes:
“Ele é o vazio da ausência do corpo a corpo”
“Ele se vê mergulhado em uma avalanche de estímulos sensoriais”
“Nosso corpo é seu berço primário, seu principal porto seguro.”
“Um bebê precisa, primeiramente, receber o toque amoroso, o contato pele-a-pele.”
“Seu primeiros dias respirando pelos pulmões. Está limpo o ar que ele respira?”
“Tudo deve ser bem delicado, respeitando seus tempos, sua pequenês, suas necessidades.”
“Permitimo-lhe esse luxo: sono tranquilo, silencioso e no escuro”
“Como então oportunizar ao bebê seu rítmo? Prestando-lhe atenção.”
“Uma pessoa que é sujeito é encarada com atenção e consideração, com aquele interesse que temos por algo que nos fascina e desperta o nosso respeito.”
“As crianças, por estarem de alma nua e totalmente sincera, percebem na hora o fingimento, a rigidez, o distanciamento emocional. E sofrem.”
“...a única forma disso acontecer plenamente é conversando com ele”
“É preciso pressupor que nosso bebê seja inteligente, presente e receptivo.”
“Os erros devem ser apontados e trabalhados, mas não podem sabotar a auto-estima da criança.”
“Use todas as palavras que conhece,...”
“...crie sons para as emoções e as caretas.”
“Cante para seu bebê.”
“Embale-o em sua voz e envolva-o numa dança, para que ele descubra rítmos musicais e movimentos harmônicos.”
“Faça com ele o lhe agradar mais, pois sua felicidade será transmitida e ele fará experiência de emoções positivas que o incentivarão a crescer e se fortalecer. Sua alegria é a dele também.”
“Uma mãe bem disposta é a chave para um filho tranquilo.”
“Extendendo a gestação, dar o peito é um ato de amor e doação dos mais elevados.”
“É um tempo precioso que não deveria nunca ser perturbado, interrompido ou invadido. A mamada é um espaço e um tempo sagrados para serem escrupolosamente respeitados.”
“O banho é mais um momento lúdico do que de limpeza.”
“Nunca deixá-lo pegar friagem. É importante que pés e cabeças estejam sempre protegidos de ventos e frio”
“Deixem que tenha ar para respirar e que também possa abrir os olhos e enxergar um pedaço de mundo e não o protetor de berço!”
“Festejemos, então, sem aflição e em serenidade.”
“Com um recém-nascido deveríamos despir nossas roupas convencionais, esquecer as modas e a etiqueta, e colocarmo-nos de alma nua em relação com outra alma nua que acabou de descer sobre este planeta.”

Tatiana Favaro Lima é professora de ciência da computação e aluna do curso de formação de Doula Pós-Parto da Ong Amigas do Parto.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

À ela, o maior amor do mundo!!



Tem coisa mais gostosa, linda, sincera, pura e apaixonante que este sorriso??
Não.
Olhos que enxergam a alma.

É um sorriso que cativa. Um olhar que liberta.
Sorriso e olhar que acalmam e transformam.
Que acolhem e despertam o maior amor do mundo!!
O amor pela minha filha.
O mais profundo sentimento que vive em mim.
O amor pela beleza da vida.
Somente quem recebe um sorriso como este sabe o que é o verdadeiro amor.
Somente quem recebe este olhar entende a pureza do amor.
É um amor sem cobranças. Sem regras. Sem pudores.
É um amor que perdoa. Que acalma. Que alivia.
Um amor que transforma. Que motiva. Que enche de orgulho.
É um amor que faz acreditar que o mundo é bom.
E que é o poder  deste sorriso que é capaz de apagar toda a sujeira que existe.
É preciso alimentar este sorriso para que ele nunca se acabe.
Para que a simplicidade e beleza de cada momento seja o mais importante.
Para que este olhar nunca se entristeça.
Para que estes olhos sempre possam enxergar as belas cores deste mundo.
Porque no fundo o que cada Homem quer é um sorriso.

Compartilhando: Recém-nascido separado da mãe sofre stress

Separação da mãe após o parto causa stress físico ao recém-nascido


Sem o contato físico com a mãe, o bebê tem 86% a mais de chances de não ter o sono tranquilo


Maternidade: o contato físico com a mãe após o nascimento evita um stress desnecessário ao recém-nascido.

Uma mulher entra em trabalho de parto e dá à luz. Em seguida, o recém-nascido é coberto e colocado para dormir em um berço próximo ou levado para longe, no berçário. Apesar de essa ser a rotina dentro dos hospitais ocidentais, além de ser um procedimento indicado pela Academia Americana de Pediatria, uma nova pesquisa publicada no periódico Biological Psychiatry fornece novas evidências de que separar o bebê da mãe pode ser um motivo de stress desnecessário para a criança.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Should Neonates Sleep Alone?

Onde foi divulgada: revista Biological Psychiatry

Quem fez: Barak E. Morgan, Alan R. Horn e Nils J. Bergman

Instituição: Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul

Dados de amostragem: 16 bebês com dois dias de vida

Resultado:


Apesar de recomendada pela Academia Americana de Pediatria, pelo Ministério da Saúde do Brasil, pela Sociedade Brasileira de Pediatria, pela OMS e UNICEF..., separar o recém-nascido da mãe pode trazer stress desnecessário ao bebê. A pesquisa mostrou que a separação tem impactos negativos nos bebês, como na duração do sono e na frequência cardíaca.
Os impactos psicológicos para o bebê causados pela separação eram, no entanto, desconhecidos. Os pesquisadores mediram, por uma hora, a variabilidade da frequência cardíaca em 16 bebês com dois dias de idade, durante o contato físico (pele a pele) com a mãe e no período em que eles estavam sozinhos no berço. A atividade neonatal autonômica (controla a vida vegetativa, como respiração e circulação sanguínea) era 176% maior e o sono tranquilo, 86% menor durante a separação. A pesquisa sugere que isso é algo que causa um importante stress fisiológico para o bebê.

Contradição

A pesquisa aborda ainda uma contradição: em pesquisas animais, a separação entre mãe e filho é uma maneira comum de criar stress para estudar os efeitos prejudiciais no desenvolvimento do cérebro do recém-nascido. Ao mesmo tempo, a separação dos bebês humanos é uma prática comum, particularmente quando há a necessidade de cuidados médicos especializados.

"O contato pele a pele com a mãe acaba com essa contradição, e nossos resultados são o primeiro passo na direção de entender exatamente por que os bebês se saem melhores quando têm esse contato físico com a mãe, frente aos cuidados na incubadora", diz Barak Morgan, coordenador do estudo.

De acordo com a equipe, são necessárias pesquisas posteriores para se entender melhor os efeitos da separação.
Entretanto, o contato físico traz benefícios já conhecidos ao bebê, além de evitar um stress físico desnecessário. Assim, conforme novas evidências surgem, os médicos se deparam com um novo desafio:
integrar o contato físico nos tratamentos de rotina, enquanto ainda conseguem fornecer com segurança os demais cuidados de praxe com o recém-nascido.

 
 
Autor: Marcus Renato de Carvalho
Data: 7/12/2011
Fonte: 
http://www.aleitamento.com/a_artigos.asp?id=1&id_artigo=2602&id_subcategoria

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Shantala

A Shantala é uma poderosa masssagem para bebês, com origem na Índia, que consiste em movimentos amplos, lentos e ritmados, que se intensificam a medida que o bebê se desenvolve.
Além dos benefícios físicos, emocionais e energéticos, ela aprofunda a relação e o contato entre pais e filhos.
A Shantala foi divulgada pelo obstetra francês Frédérick Leboyer, nos anos 1970 em uma de suas viagens à Índia. Leboyer observou o hábito cultural das mães com os seus bebês e percebeu um bom desenvolvimento psicomotor, apesar da miséria da região. Além disso, percebeu o intenso envolvimento entre mães e filhos.
Com autorização, ele pediu a uma mãe para aprender, filmar e fotografar o método de massagem. Pouco tempo depois, Leboyer publicou um livro apresentando ao mundo ocidental a técnica massoterapêutica, à qual deu o mesmo nome daquela que o ensinou: Shantala.





Benefícios da Shantala:
·  A regulação das funções fisiológicas digestivas e respiratórias, o que contribui para evitar a manifestação de cólicas, prisão de ventre e dor de barriga, e para favorecer a digestão;
·  O desenvolvimento da propriocepção, ou seja, a consciência do próprio corpo;
·  O ganho de peso para o bebê;
·  Auxilia o sono tranquilo;
·  Favorece a troca afetiva entre pais e filhos;
·  Estimula o sorriso e a interação.

Na minha rotina com a Beatriz, eu utilizo alguns exercícios da Shantala, mas desenvolvi com minha filha a nossa própria técnica, baseada em movimento e sensações que nós duas nos sentimos confortáveis. Além disso, levo em consideração a localização dos órgãos para estimulá-los e ainda utilizo pontos da reflexologia. Cada díade mãe/pai-bebê deve encontrar o próprio método que se adapte à família, seja agradável para mãe/pai e bebê e que faça sentido em suas vidas. Num outro post eu descreverei a massagem que eu faço na Beatriz e também no Raul;) 

“Nutrir a criança?
Sim.
Mas não só com o leite.
É preciso pegá-la no colo.
É preciso acariciá-la, embalá-la.
E massageá-la.

É necessário conversar com a sua pele,
Falar com suas costas
Que têm sede e fome,
Como sua barriga.

Nos países que preservaram
O profundo sentido das coisas,
As mulheres ainda se recordam disso tudo.
Aprenderam com suas mães
E ensinaram às filhas
Essa arte profunda, simples e muito antiga
Que ajuda a criança a aceitar o mundo
E a sorrir para a vida.”.

Frédérick Leboyer

Fontes:

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Compartilhando: A pele como medicina

A pele é o maior órgão do ser humano e, provavelmente, um dos mais complexos. Cheio de nervos, a pele é o nosso isolamento e também o nosso meio de comunicação com o mundo exterior. Sensível à pressão, calor e frio, ao toque ... os estímulos que a pele recebe são transmitidos para o sistema nervoso e produzem reações diferentes.

Nas melhores Unidades de Neonatatologia o contato pele a pele vem sendo usado como um tratamento. O método mãe canguro, no qual o bebê permanece todo o tempo possível em contato com a pele do peito de sua mãe melhora a termorregulação, regula a frequência cardíaca e respiratória e até ajuda os bebês menores a ganharem peso. O contato com o bebê favorece o aleitamento materno e ajuda a mãe a se adaptar à sua nova situação, melhorando a sua capacidade de maternar. Para bebês prematuros ter contacto com pele a pele com sua mãe pode fazer a diferença entre uma longa estadia na UTI, com todas as complicações posteriores, que são muitas, ou uma alta rápida e a sua casa. Nas cartilhas que indicam medicamentos, deve haver também indicação para o método canguru, e ao final do período de incubação, somente a utilização do método já basta.

Colocar o bebê sobre a mãe imediatamente após o nascimento reduz a síndrome da angústia adaptativa, diminuindo o risco de ingressos na UTI por problemas respiratórios. Assim, favorecendo ainda mais a amamentação imediata após o parto, aumentando a probabilidade de sucesso do aleitamento materno (menos rachaduras, menos problemas de peso, menos mastites, menos desmame precoce). A pele é o primeiro sistema de comunicação do bebê, que vem sendo usado durante nove meses.

Pele a pele, uma boa cama, é como se consegue melhores lactâncias. Com paciência e carícias, contato pele a pele e amamentação, se reduz a depressão pós-parto e ajuda a superar partos violentos ou traumáticas. Nenhum estudo precisa dizer que a pele cura!

Beijar, abraçar, tocar, fazer cócegas, massagens ... o contato pele a pele produz descargas de ocitocina e endorfinas no cérebro dos que se tocam, criando vínculos e diminuindo o estresse.
Para prematuros e a termo, grandes e pequenos, para crianças estressadas que não querem ir à escola, para mães esgotadas e pais desesperados, para avós cansados, para amigos tristes, para todo o mundo, a pele como medicina! 

Tradução livre por Nitiananda Fuganti

domingo, 23 de outubro de 2011

AMAmentar

Amamentar

Amamentar é entrega, é ser inteiro, é dar e receber.
Amamentar é amar e ser amado incondicionalmente.
Amamentar é viver sem erros. É o agora.
Amamentar é aprender com o outro.
Amamentar é ver os olhos brilhando. É olhar profundamente.
Amamentar é sentir sorrisos verdadeiros. É sorrir com sinceridade.
Amamentar é brincar de ser só um em corpos de dois.
Amamentar é vestir o manto do amor.
Amamentar é fazer o tempo parar.
Amamentar é girar a alegria.
Amamentar é viver a plenitude.
E a plenitude é ser MÃE

sábado, 22 de outubro de 2011

A mãe, o peito, o leite, o bebê

Peito não é só leite.
Peito não é regra, não é horário. 
Peito é amor, é força, é proteção
Peito é cuidado, é aconchego, é dedicação.
Peito é colo, é confiança, é útero.
Peito é alívio, é conforto, é tranqüilidade.
Peito é lazer, diversão e descanso. 
Peito é calor, é pulsação, é leite.

Leite que alimenta, preenche, completa.
Leite nutre o corpo, a alma, o espírito.
Nutre a mãe, nutre o filho, nutre a vida. 
Peito tem cheiro de mãe, e mãe é tudo.

Mãe é conforto, é ninho, é vida, é ele próprio.
Mãe é colo, é apego, é contato.
Mãe é pele, é coração, é a verdade.
Mãe é energia, é vibração, é harmonia.
Mãe é real, é imortal, é natural.

A mãe, o peito, o leite, o bebê.
O laço que envolve a vida de dois e os transforma em um.
Mãe e filho na mais pura sintonia.
Vivendo intensamente na mesma freqüência.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Você sabia? Cama compartilhada

  • Que os bebês deixaram de dormir junto com seus pais somente nos últimos 150 anos??
  • Que isso ocorreu pela divisão das casas familiares em compartimentos individualizados??
  • E que em algumas culturas, principalmente as mais ligadas à terra e à natureza, os pais jamais deixaram de dormir com seus filhos??
  • Que isso somente acontece quando a criança pede para ter seu próprio espaço, quando sua autonomia e independência estão mais desenvolvidos e dormir longe dos pais não representa mais uma perda, um medo, uma angústia??
  • Que perto dos pais, os bebês recebem calor, proteção, segurança e afirmação emocional continuamente, além de leite materno à vontade, aconchego e acalento constante, e ainda organiza os ciclos respiratórios??
  • Que o relaxamento causado pelo apego noturno com os pais faz com que os níveis de hormônios do stress fiquem próximos de zero, contribuindo para o desenvolvimento saudável??
  • E que a mãe também se beneficia uma vez que pode amamentar sem despertar completamente, descansando e liberando substâncias tranquilizantes durante os períodos em que amamenta??

Pois bem. Agora já sabe. E a cama compartilhada apresenta ainda muitos outros benefícios, mas isso eu conto aos poucos!!

Beijos

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Exposição "Doce é sentir"

Uma belíssima exposição de fotos da fotógrafa Simone Maurina e textos da psicóloga Talia Gevaerd Souza sobre o afeto, o colo, o toque, o apego, a doçura do amor. Na Fnac Barigui de 01 de outubro à 24 de outubro (prorrogado).
Sobre o mesmo tema haverá um bate-papo comandado pela Talia Souza no dia 13 de outubro às 19h30 com a presença das mães Inês Baylão Morais Monson e Nitiananda Falvo Fuganti.
Vamos prestigiar!! Um evento que vale a pena!!
Um mundo melhor se faz com amor, carinho e afeto!!




sábado, 24 de setembro de 2011

Preparados para ouvir??

Uma pequena história e suas mil possibilidades para reflexão.

Pra quem não sabe, a Beatriz é super tranqüila e calminha (isso não quer dizer que seu temperamento não seja forte). Gosta de conversar, de fazer bagunça, tem suas preferências, como músicas e a posição no colo, por exemplo. Já conhece as pessoas com as quais convivemos e sabe reclamar quando algo não a agrada.
Certo.
No meu colinho está tudo bem, ela está dando risadinhas, conversando e parece confortável. De repente outra pessoa a pega e a primeira reação é um choro de reprovação. Quando chora, por vezes, ela e todos os bebês soltam pum.
Ok.
Eis que vem a frase que mais ouço nas últimas semanas --“Acho que ela está com cólicas.”
E eu digo --“Não ta não, deve ser a posição ou quem sabe ela quer mamar ou ficar comigo.”
--“Mas ó, ta até soltando uns punzinhos!”
Aii que me fervem os nervos!! Será que o problema ta com ela ou com a pessoa que a pega. Ela pode não estar gostando do colo, da posição, da energia da pessoa, ou simplesmente querer de volta o colinho da mamãe. Difícil de aceitar isso?? Por que é sempre mais fácil colocar a culpa neles, bebês?? Nenhuma das vezes em que reclamou o problema era dor de cólicas, e quando eu a pegava, vualá, o choro cessava e os sorrisos voltavam.

Os bebês desde pequenininhos têm opinião própria e por uma questão de sobrevivência preferem o corpo e o colo da mãe. No mundo mamífero animal, nenhum filhote é deixado acariciar por outro indivíduo que não seja a mãe e (raramente) o pai. Claro que no mundo mamífero humano as coisas são diferentes, mas o instinto é o mesmo: a mãe não gosta que peguem em seus filhos o tempo todo e os filhotes não gostam do troca-troca de colo porque o colo que eles querem é o colo onde se sentem seguros. Eles reconhecem o cheiro, a presença, a voz, o toque, a energia, os sentimentos. E quem tem tudo isso e muito mais na forma de amor e leite incondicionalmente a qualquer hora e lugar?? A mãe!! Aqui cabe o parêntenses: o colo do pai também é extremamente importante, mas como o colo de mãe, desculpa papais, mas não tem!!
Quando um bebê chora é porque algo está errado. E a primeira coisa a ser feita é restabelecer o contato entre o bebê e sua mãe. Independente do que seja, fome, dor, frio, sono, carinho... Colo (e peito) de mãe cura tudo!! A segurança, conforto e amor que o corpo da mãe emana ao bebê quando estão em contato é insubstituível e irrevogável, ou seja, é pra já. Não tem essa de "deixa chorar" (já falei sobre isso aqui).
Bebê quer e precisa da mãe assim como a mãe quer e precisa do bebê. E qualquer situação que fuja disso é desconfortável para ambos. Isso não quer dizer que o bebê não possa receber colo e carinho de outras pessoas, mas é preciso saber quando isso convém. Como?? Ouvindo o bebê, porque é ele que sinaliza quando as coisas não estão bem. O grande problema é Será que as pessoas estão preparadas para ouvir??
E você, é capaz de ouvir e respeitar os desejos de um bebê?? Sim?? Não?? Que tal refletir?!?!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Compartilhando: A necessidade do apego

Tradução de um capítulo do livro The Science of Parenting

Os mamíferos jovens se apegam a um adulto que lhes inspira confiança quando se sentem inseguros. Alguns pais se irritam quando seus filhos são apegados, os animais não.

Quando uma criança se agarra a um adulto, ela tenta reduzir o seu alto grau de excitação física e seus elevados níveis de substâncias químicas estressantes. Ao mesmo tempo, tenta ativar as preciosas substâncias cerebrais que produzem sentimentos de bem-estar. Ela não pode conseguir sem sua mãe, que é sua base neuroquímica infalível. A criança não é mimada nem quer “chamar a atenção” quando se agarra. Ela se sente insegura e procura ajuda. Ao agarrar-se, ela pretende um equilíbrio emocional mais tranquilo e positivo.

O que revelam as pesquisas

Elena Sigtryggsson

Os estudos demonstraram que quando a criança cumpre um ano, as mães que tinham atendido rapidamente o seu choro tinham filhos que choravam muito menos que aquelas que haviam optado por deixar chorar. Apesar que alguns pensam que as crianças se apegam porque foram muito mimadas e queridas, “mal acostumados” por excesso de atenção, não há provas que corroborem a teoria segundo a qual o apego ansioso é resultado do afeto e atenção excessivas por parte dos pais.

O apego prolongado é muito mais provável quando os pais não responderam bem às necessidades de dependência do seu filho. Alguns pais obrigaram a criança a ser independente enquanto ela ainda não se encontrava geneticamente madura para isso.

Quando deixa de ser apegado?

Os pais muitas vezes temem que o desconsolo de seus filhos no momento da separação não desapareça. Mas, quem ouviu falar de um adolescente que se desfaça em lágrimas quando seus pais lhe dizem que vão ao cinema de tarde? Quando a criança cresce, o sistema de angústia da separação do seu cérebro inferior se debilita de forma natural. Na puberdade, o aumento de testosterona e de estrogênios o suprimem mais ainda. A afirmação: “Se aceito que ele se apegue tanto agora, ele nunca vai ser independente” é inexata em termos de desenvolvimento físico e cerebral da criança.

Algumas crianças que não receberam uma resposta emocionalmente válida entram num estado de falsa independência. Eles têm profunda vergonha de sentir uma necessidade desesperada de afeto e deparar-se con um rechaço ou uma crítica, ou que lhes digam que já são grandinhos para isso. Para fazer frente a essa dor, algumas crianças adotam uma atitude de: “Não preciso da mamãe!”, endurecem seus corações e desenvolvem uma insensibilidade emocional para suas necessidades afetivas. Isso pode provocar todo tipo de desgraças, de amores atormentados ao medo às relações íntimas na idade adulta.

Se o seu filho se agarra a você, lembre-se do grande investimento que você fará na sua saúde mental a longo prazo se você lhe responde com afeto e consolo. Lembre-se dos efeitos duradouros anti-estresse da ativação da ocitocina, que deriva do afeto físico. Lembre-se dos estudos de outros mamíferos, que demonstram que os bebês que recebem carícias afetuosas são mais capazes de afrontar o estresse, apresentam respostas muito menos temerosas frente à vida, são psicologicamente mais fortes e até envelhecem melhor!

Fonte: Maternar Consciente - por Rapha, mãe da Alice