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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Óleo vegetal x óleo mineral


Quando falo em massagem, para bebês principalmente, e em higiene na troca de fraldas com óleo, é comum me perguntarem sobre as diferenças entre óleo vegetal e mineral. Certo. Vou dividir a resposta.
O óleo mineral é um derivado do petróleo (fonte não renovável de energia) e por este motivo sua composição não permite a absorção de ativos hídricos na pele, e, pelo contrário, repelem a água. Sendo assim, óleos minerais podem obstruir poros cutâneos além de apresentarem maior propensão a alergias. Pensando em proteção ao meio ambiente e em objetivo de hidratação, usar óleo mineral não faz sentido.
Em contrapartida o óleo vegetal é extraído de plantas, principalmente sementes e frutos, e aumenta a proteção da pele contra a perda excessiva de líquidos. Além disso, óleos vegetais reforçam a estrutura natural da pele auxiliando sua renovação e evitando o ressecamento. Por serem de origem natural, advindo de materiais vivos, são biodegradáveis e causam menos reações alérgicas.
Existe uma sintonia muito significativa entre a pele humana e os óleos vegetais. A pele necessita do calor que somente materiais vivos são capazes de oferecer. Durante a massagem e higiene, o toque dos óleos vegetais fornece um carinho e contato muito mais profundos que os óleos minerais.
Simples assim.

Exemplos de óleos vegetais:
Óleo de semente de uva
Óleo de amêndoas doces
Óleo de camomila
Óleo de coco
Óleo de gergelim


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Compartilhando: Recém-nascido separado da mãe sofre stress

Separação da mãe após o parto causa stress físico ao recém-nascido


Sem o contato físico com a mãe, o bebê tem 86% a mais de chances de não ter o sono tranquilo


Maternidade: o contato físico com a mãe após o nascimento evita um stress desnecessário ao recém-nascido.

Uma mulher entra em trabalho de parto e dá à luz. Em seguida, o recém-nascido é coberto e colocado para dormir em um berço próximo ou levado para longe, no berçário. Apesar de essa ser a rotina dentro dos hospitais ocidentais, além de ser um procedimento indicado pela Academia Americana de Pediatria, uma nova pesquisa publicada no periódico Biological Psychiatry fornece novas evidências de que separar o bebê da mãe pode ser um motivo de stress desnecessário para a criança.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Should Neonates Sleep Alone?

Onde foi divulgada: revista Biological Psychiatry

Quem fez: Barak E. Morgan, Alan R. Horn e Nils J. Bergman

Instituição: Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul

Dados de amostragem: 16 bebês com dois dias de vida

Resultado:


Apesar de recomendada pela Academia Americana de Pediatria, pelo Ministério da Saúde do Brasil, pela Sociedade Brasileira de Pediatria, pela OMS e UNICEF..., separar o recém-nascido da mãe pode trazer stress desnecessário ao bebê. A pesquisa mostrou que a separação tem impactos negativos nos bebês, como na duração do sono e na frequência cardíaca.
Os impactos psicológicos para o bebê causados pela separação eram, no entanto, desconhecidos. Os pesquisadores mediram, por uma hora, a variabilidade da frequência cardíaca em 16 bebês com dois dias de idade, durante o contato físico (pele a pele) com a mãe e no período em que eles estavam sozinhos no berço. A atividade neonatal autonômica (controla a vida vegetativa, como respiração e circulação sanguínea) era 176% maior e o sono tranquilo, 86% menor durante a separação. A pesquisa sugere que isso é algo que causa um importante stress fisiológico para o bebê.

Contradição

A pesquisa aborda ainda uma contradição: em pesquisas animais, a separação entre mãe e filho é uma maneira comum de criar stress para estudar os efeitos prejudiciais no desenvolvimento do cérebro do recém-nascido. Ao mesmo tempo, a separação dos bebês humanos é uma prática comum, particularmente quando há a necessidade de cuidados médicos especializados.

"O contato pele a pele com a mãe acaba com essa contradição, e nossos resultados são o primeiro passo na direção de entender exatamente por que os bebês se saem melhores quando têm esse contato físico com a mãe, frente aos cuidados na incubadora", diz Barak Morgan, coordenador do estudo.

De acordo com a equipe, são necessárias pesquisas posteriores para se entender melhor os efeitos da separação.
Entretanto, o contato físico traz benefícios já conhecidos ao bebê, além de evitar um stress físico desnecessário. Assim, conforme novas evidências surgem, os médicos se deparam com um novo desafio:
integrar o contato físico nos tratamentos de rotina, enquanto ainda conseguem fornecer com segurança os demais cuidados de praxe com o recém-nascido.

 
 
Autor: Marcus Renato de Carvalho
Data: 7/12/2011
Fonte: 
http://www.aleitamento.com/a_artigos.asp?id=1&id_artigo=2602&id_subcategoria

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Compartilhando: A pele como medicina

A pele é o maior órgão do ser humano e, provavelmente, um dos mais complexos. Cheio de nervos, a pele é o nosso isolamento e também o nosso meio de comunicação com o mundo exterior. Sensível à pressão, calor e frio, ao toque ... os estímulos que a pele recebe são transmitidos para o sistema nervoso e produzem reações diferentes.

Nas melhores Unidades de Neonatatologia o contato pele a pele vem sendo usado como um tratamento. O método mãe canguro, no qual o bebê permanece todo o tempo possível em contato com a pele do peito de sua mãe melhora a termorregulação, regula a frequência cardíaca e respiratória e até ajuda os bebês menores a ganharem peso. O contato com o bebê favorece o aleitamento materno e ajuda a mãe a se adaptar à sua nova situação, melhorando a sua capacidade de maternar. Para bebês prematuros ter contacto com pele a pele com sua mãe pode fazer a diferença entre uma longa estadia na UTI, com todas as complicações posteriores, que são muitas, ou uma alta rápida e a sua casa. Nas cartilhas que indicam medicamentos, deve haver também indicação para o método canguru, e ao final do período de incubação, somente a utilização do método já basta.

Colocar o bebê sobre a mãe imediatamente após o nascimento reduz a síndrome da angústia adaptativa, diminuindo o risco de ingressos na UTI por problemas respiratórios. Assim, favorecendo ainda mais a amamentação imediata após o parto, aumentando a probabilidade de sucesso do aleitamento materno (menos rachaduras, menos problemas de peso, menos mastites, menos desmame precoce). A pele é o primeiro sistema de comunicação do bebê, que vem sendo usado durante nove meses.

Pele a pele, uma boa cama, é como se consegue melhores lactâncias. Com paciência e carícias, contato pele a pele e amamentação, se reduz a depressão pós-parto e ajuda a superar partos violentos ou traumáticas. Nenhum estudo precisa dizer que a pele cura!

Beijar, abraçar, tocar, fazer cócegas, massagens ... o contato pele a pele produz descargas de ocitocina e endorfinas no cérebro dos que se tocam, criando vínculos e diminuindo o estresse.
Para prematuros e a termo, grandes e pequenos, para crianças estressadas que não querem ir à escola, para mães esgotadas e pais desesperados, para avós cansados, para amigos tristes, para todo o mundo, a pele como medicina! 

Tradução livre por Nitiananda Fuganti

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Pele a pele

"Sua superfície externa reflete o mundo da realidade objetiva, assim como o mundo vivo que existe no interior do corpo. Sua superfície interna reflete o mundo externo de modo tal a comunicar sua realidade às multivariadas células que compõem os nossos órgãos".

A pele "estremece, exprime, respira, escuta, vê, ama e se deixa amar, recebe, recusa, recua, eriça-se de horror, cobre-se de fissuras, rubores, feridas da alma". Mistura-se a outras peles. Dialoga com sujeitos, almas, mundos.

A pele transforma estímulos físicos em comunicadores químicos e em estados psicológicos; possibilita a geração de imagens mentais, emoções e sentimentos o tempo todo. Um toque terno produz a sensação de apoio, consolo, carinho, segurança. Um toque rude produz a rejeição, o desprezo; causa atitudes de defesa ou raiva.

O toque faz da pele uma ponte de intenso tráfego, partilhada por todos os sentidos, numa topologia de encontro visíveis e invisíveis. Difíceis de serem definidos, há vários sentidos táteis: pressão, dor, prazer, temperatura, leveza, fricção, etc.









Massagem e contato pele a pele com a Bebê
mais preciosa do meu mundo!!