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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Alimentação saudável: A realidade quem cria sou Eu!

Fonte: Google Images

Desde que a Beatriz começou a comer, sempre fui questionada do porquê não dou açúcar, refrigerante, bolachas e afins. Minha resposta era simples, porque ela é um bebê!
Agora é difícil falar isso porque definitivamente ela já é uma criancinha, que sabe bem as coisas que quer, já tem vontade própria, fica magoada quando contrariada e faz piti.
Mas continuo não dando porcarias para ela. Por quê?
Porque ela é uma criança.
Ela está aprendendo a conhecer os sabores, as texturas, os cheiros.
Ela está se conectando com a Terra de uma forma sagrada, comendo Seus frutos e flores, Seus legumes e raízes, toda Sua riqueza. Pra quê estragar os sabores naturais com açúcar, artificiais, industrializados, coisas sem energia? Não, obrigada.
"É essencial considerar o alimento não apenas um meio de nutrição material, mas de integração com o universo de que fazemos parte"
É comum oferecerem a ela salgadinho, cheios de sal, emulsificantes, corantes e aromas artificiais; balas e doces. Ela troca facilmente pelo grão de bico, sementes de girassol, uvas passas, frutas.
Seu hábito alimentar saudável está sendo formado agora, durante a 1ª infância e especialmente durante os dois primeiros anos. A amamentação exclusiva até os 6 meses e prolongada até os 2 anos ou mais, e alimentos naturais, CONSTRÓEM O CORPO DA CRIANÇA, assim como as porcarias oferecidas à ela.
Hoje, mais que nunca, existem milhões de adultos sofrendo de obesidade, com problemas sérios de saúde. Hoje, mais que nunca, existem milhões de crianças sofrendo de obesidade, com problemas sérios de saúde. Absurdo. Crianças obesas por falta de cuidado. Crianças com diabetes adquirida. Crianças com distúrbios alimentares.

E não basta simplesmente não oferecer à criança esses alimentos sem vida e cheios de porcarias. Os hábitos de toda a família devem ser coerentes ao que se propõe a criança. Aqui em casa nós comemos tudo que oferecemos à Beatriz, dos cereais aos legumes, das frutas às sementes, raízes e folhas. Quando queremos "alimentar nosso vício" o fazemos num horário em que ela já esteja dormindo, ou, melhor ainda, substituímos a porcaria viciante por algo saudável que ela também possa compartilhar com a gente. É o famoso exemplo, que aliás, serve pra tudo e todas as circunstâncias. Não serei hipócrita e dizer que nunca deixei ela experimentar um brigadeiro ou um pedacinho de chocolate, mas experimentar é bem diferente de um hábito de comer doces sem restrição.

Ainda tenho que ouvir que estou criando uma criança fora da realidade. Sinceramente, a realidade da minha filha quem cria sou Eu! Quero um mundo bom e saudável pra ela. E sou Eu quem constrói isso. Não espero que os outros o façam. Se você quer um mundo melhor, levante e vá a luta. Levanta as armas da Paz e lute por um mundo melhor!

“Enquanto a sociedade feliz não chega, que haja pelo menos 
fragmentos de futuro em que a alegria é servida como sacramento, para que as crianças aprendam que o mundo pode ser diferente.” 
Rubem Alves

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Receitas para complementar a alimentação do bebê


Compartilho abaixo duas receitas para complementar a alimentação do bebê. São deliciosas, fáceis de fazer e muito nutritivas.
Prefira oferecer ao seu filho alimentos naturais, integrais e orgânicos. Todo químico, artificial e industrializado que polparmos na alimentação das crianças, refletirá em saúde e bem estar para toda a vida. Pense nisso!


Receita Leite de frutas

- 2 bananas nanicas ou d'água cozidas
1 fruta crua como maça, pera, pêssego, mamão, goiaba, abacate, etc.
- 2 colheres de algum cereal, como aveia (mais leve e fácil digestão)
- 1 semente que dá em casca: nozes, ou amêndoa, ou castanha do pará, ou avelã

Ferva as duas bananas em 1 litro de água. Enquanto as bananas estão fervendo, corte uma outra fruta no liquidificador e junte duas colheres de aveia; acrescente a semente (2 se for nozes, ou amêndoa ou castanha, e 6 se forem avelãs). Junte a banana cozida com a água da fervura no liquidificador, bata tudo por uns dois minutos. Pode ser servido quente ou fresco.


Receita Leite de grãos

4 colheres de arroz integral
2 colheres de arroz moti ou aveia em grão
1/2 colher de trigo ou cevada
1/2 colher de feijão azuki ou lentilha
1/2 colher de gergelim claro

4 partes de água para 1 de sólidos

Cozinhe em fogo bem baixo durante três horas, com panela tampada e de preferência grossa, de ferro melhor ainda (o leite levará consigo partículas de ferro para enriquecer o sangue). Mexa de vez em quando para não grudar. Não adicione sal, nem açúcar, nem nenhum outro condimento. Pronto. Na superfície ficou a parte mais rala, é o leite. No fundo ficaram os grãos, bem molinhos, é a papa. Passando a papa na peneira, é o creme. E o bagaço contido na peneira dá para aproveitar para fazer pão, sopa ou bolinhos.
Com o bebê maior de 6 meses dá pra começar oferecendo o leite com um pouco do creme e uns pedaços de cenoura, chuchu, batata salsa, inhame, aipim, etc, bem cozidos para ficarem molinhos. Nada de mamadeira, só na colherinha.

Fonte: livro "Mamãe, eu quero" de Sonia Hirsch, pág. 11. 

Nenhuma das receitas substitui o leite materno! São apenas complementos para bebês maiores de 6 meses e prontos para receber outros alimentos! 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Beatriz e seus primeiros dentinhos

Ounn que graça!!! E sempre fazendo palhaçada.
Fonte: Arquivo pessoal (31/12/2011)

Chorei!!! Como acontece com cada conquista da minha pequena em seu acelerado desenvolvimento!!!
Já faz quase um mês (14/12/2011) que os primeiros dentinhos da Beatriz apontaram em sua boca. Sem grandes alvoroços, apenas com algumas mudanças no seu ritmo e alguns episódios de vômitos a jato. Os sintomas físicos foram relativamente comuns: nariz escorrendo, produção acentuada de saliva, tosse, espirros constantes e vômito. Mas como quase toda mãe fiquei na dúvida, "ainda é um pouco cedo, mas serão os dentinhos? ou um resfriado mesmo?" Por causa da constância dos vômitos cheguei a suspeitar de refluxo. Levamos Bea para duas sessões de osteopatia, por duas semanas. E os vômitos cessaram, mas a causa estava errada. Os outros sintomas continuavam e, como na idade dela tudo, absolutamente tudo vai pra boca, as mordidas vorazes foram um sinal  claríssimo de nascimento dos dentes. E a suspeita se confirmou. Após dias e dias procurando uma pontinha dura numa gengiva macia e pouco inchada, eis que eu encontro seu primeiro dente. Minúsculo, mas estava lá. Lindo lindo lindo. Minha menininha está crescendo mesmo!!! 

Com pouco mais de cinco meses seu corpo dá um sinal reverente de que está ficando pronto para o mundo.
Como assim? 
De acordo com medicina antroposófica o nascimento dos dentes está relacionado com o início do amadurecimento do sistema imunológico do bebê. Por isso a semelhança com sintomas de resfriado. A erupção dos dentes é um processo longo e não linear, cheio de movimentos e interrupções. Os sintomas ocorrem por causa de processos inflamatórios que enchem as mucosas de líquidos com o objetivo de amolecer a gengiva permitindo a erupção. Os sintomas típicos (salivação, nariz escorrendo, amídalas inchadas, ouvidos doloridos, espirros, vômitos) podem aparecer em ciclos, até os dois anos e meio, quando a dentição de leite se completa. O mais comum é que este início seja por volta do 7º mês, mas pode acontecer antes (até mesmo ao nascimento) e também depois (inclusive após o 1º aninho). É comum também que durante esses momentos o bebê diminua a ingestão de leite, recusando o peito, ou mesmo a alimentação. Isso acontece sabiamente de acordo com o instinto da criança, pois seu organismo sabe que ao ingerir mais alimento, a produção de catarros se intensifica, o que é bastante incômodo.
Além disso, o aparecimento dos dentinhos está relacionado com o início da maturação do sistema digestório, ou seja, o bebê está se preparando para receber outros alimentos além do leite materno. Isso quer dizer que o corpo do bebê está começando a produzir novas enzimas digestivas capazes de digerir outros grupos de alimentos. Mas a transição deve ser bastante lenta para não sobrecarregar o organismo. A criança dá sinais muito claros de seu desenvolvimento, é preciso respeitá-los, ter calma e atenção. Por isso é tão importante que pelo menos um dentinho do bebê já tenha nascido para introduzir novos alimentos na sua dieta. Lembrando, isso não necessariamente acontece com 6 meses, aliás, a pontualidade não faz parte do desenvolvimento humano, pelo simples fato de que cada um é cada um. Essa maturação do sistema digestório, que frequentemente ocorre por volta do 6º mês, acontece basicamente porque os nutrientes essenciais advindos da mãe durante a gestação começam a se esgotar e por isso se faz necessário a introdução de novos alimentos da dieta  do bebê. Entretanto, isso varia muito de criança para criança, e como o organismo é harmônico naturalmente, é importante prestar atenção em todos os sinais que o bebê demonstra que seu corpo está se preparando para conhecer o mundo. 

A natureza é perfeita, não?!

Mesmo com os sinais da Beatriz, estou adiando a introdução efetiva de novos alimentos. Estou oferecendo algumas coisas, geralmente o que estou comendo, como uma curiosidade para ela. É uma forma dela se familiarizar com sabores distintos sem precisar necessariamente nutrir-se. Ou seja, ela manipula os alimentos da mesma maneira que o faz com brinquedos. Quando ela sente o sabor ela mesma se encarrega de descobrir todas as faces, rejeitá-lo, sugá-lo, olhá-lo, cheirá-lo. Enfim, primeiramente vamos aguçar a curiosidade para mais tarde começar a alimentação propriamente dita.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Compartilhando: Dicas para iniciar a alimentação do bebê

O início da alimentação da criança é um momento crítico. O que me deixa inquieta é que as mães que encontro se sentem em geral um pouco “perdidas”, sem saber no que acreditar neste momento. Ouço freqüentemente comentários do tipo: “- A pediatra falou que o bebê deve começar com a papinha mês que vem, quando completa quatro meses”.
Olhar para o bebê e não para o relógio
Porém, como todo o processo de desenvolvimento da criança, a passagem da alimentação líquida para a alimentação sólida respeita alguns critérios individuais e NÃO ACONTECE DE FORMA CRONOLÓGICA.
Para que a criança consiga fazer essa passagem importante do seu desenvolvimento, em geral ela já precisa:
- ter alguns dentes (pelo menos um);
- conseguir segurar e soltar objetos (sem ajuda);
- conseguir estar em outras posições, além da horizontal de barriga pra cima.
Além disso, é fundamental ter em vista que essa passagem significa para a criança a aquisição de AUTONOMIA, por isso deve-se respeitar a vontade dela de se alimentar sozinha e na hora que seja de seu interesse. Nesse caso, fica bastante difícil impor uma data definitiva para esse acontecimento.
Primeira fase : A criança explora os alimentos, brincando com eles
Note que a criança irá manifestar claramente o seu interesse pelo alimento, BRINCANDO com ele.
No inicio é um interesse para explorar novas texturas e cores, o que pode não ter nada a ver com nutrição. Provavelmente, a criança tentará pegar o alimento do prato dos pais e levará até a boca como faz com qualquer outro brinquedo. Por isso é importante dispor para a criança alimentos que ela possa MANIPULAR SOZINHA como, por exemplo: pedaços de raízes cozidas (mandioca, batata salsa, inhame,...) de um tamanho que caiba nas mãos do bebê e que não sejam muito pequenos.
Assim, ela poderá manipular esse alimento explorando-o da forma que lhe interessa e que é capaz de fazer com autonomia. É através dessa “brincadeira” que a criança sentirá vontade e prazer na alimentação, levando essa sensação para toda a vida. As papinhas não são nada adaptadas a essa necessidade da criança.
Segunda fase: Acidentes “saudáveis” de percurso
Seguindo essa fase inicial de exploração, a criança passa para uma etapa de “alimentação acidental”, quando seu corpo começa a se acostumar com a ingestão de sólidos.
Normalmente os adultos se assustam, pois o bebê tende a regurgitar pedaços muito grandes e parece estar sufocando. Nesta hora, o que prejudica mais a criança é o medo e o susto de quem está em volta. O melhor que o adulto tem a fazer é MANTER A CALMA, e ficar por perto, evitando colocar o dedo na boca da criança para retirar o alimento. Atenção : O bebê CONSEGUE fazer isso sozinho e é importante que consiga fazê-lo.
Neste momento, provavelmente a criança já esteja ingerindo alguns pedaços menores de alimento e sentirá muito prazer em continuar manipulando-os. O adulto pode ajudar com uma colher, oferecendo o mesmo alimento ligeiramente amassado com o garfo. Assim ela começará a experimentar a satisfação de se alimentar.
O alimento mais adaptado a cada momento
Outro detalhe importante a se considerar é a escolha do alimento mais adaptado. Em geral, percebo que muitas mães iniciam com frutinhas e papinhas. Perceba que frutas são ácidas, e têm bastante açúcar e gosto forte. Para a criança que começa a sua vida alimentar, o ideal é que lhe seja oferecido:
- em primeiro, raízes e tubérculos,
- depois troncos,
- seguindo de flores
- e por último, os frutos.
Há bastante variedade em cada grupo, e eles no inicio são oferecidos sozinhos. Depois podemos misturar alimentos do mesmo grupo. Em seguida para fazer a passagem de um grupo a outro acrescentamos um ingrediente do grupo que segue ao atual. Assim, damos tempo para a criança se adaptar a cada família de alimento. E quando introduzimos uma novidade, podemos perceber claramente a sua reação. Dessa forma, as frutas serão os últimos alimentos a serem oferecidos à criança, e isso provavelmente coincidirá com o momento em que a criança terá maior atividade física e real necessidade desses açúcares.
Para as crianças que são amamentadas nenhum outro tipo de líquido é necessário. É importante ressaltar que a introdução de outros líquidos e de mamadeiras pode interferir na duração da amamentação. Por isso, se o desejo da mãe é uma amamentação prolongada, o melhor é evitar qualquer outro tipo de líquido além do leite materno.
Em síntese, a criança que inicia uma alimentação de forma prazerosa levará isso para toda a vida e dificilmente será uma criança com dificuldade em se alimentar. Ela saberá a quantidade que a satisfaz e manifestará o seu desejo pelo alimento quando sentir necessidade.
Feita a passagem à alimentação sólida de forma respeitosa ao ritmo individual da criança, ela terá conquistado também uma etapa importante para a sua autonomia.

Luciana Lima
Doula e psicóloga, coordenadora do Espaço Aobä

terça-feira, 31 de maio de 2011

Receita de Creme de Abóbora com Frango

Oi pessoal. Hoje o post é uma receitinha deliciosa que inventei pensando carinhosamente numa alimentação saudável para a Bebê: creme de abóbora com frango!!  Apesar de faltar algum tempo para isso (uma porque ela ainda nem nasceu, outra porque ela vai mamar exclusivamente o meu leite até, pelo menos, 6 meses) eu achei bem gostoso pensar, preparar e comer essas "papinhas" agora que está ficando friozinho. É tão fácil, simples e prazeroso preparar a comidinha para os nossos pequenos, que nem a praticidade de comprar papinhas prontas me chama atenção. A alimentação é um bom momento para estreitar o vínculo entre a família. Principalmente quando todos participam! O sabor de um alimento preparado com amor e carinho é deliciosamente especial por mais simples que seja a receita! Então, vamos à cozinha e mãos à obra!

Ingredientes

  • 500 g de abóbora
  • ½ peito de frango
  • 1 cenoura
  • 5 vagens
  • 1 tomate
  • ¼ pimentão
  • ½ cebola
  • Cebolinha à gosto
  • Sal à gosto

Modo de preparo
Primeiramente, cozinhe a abóbora (em pedaços) com água até que fique bem molinha. Quando estiver pronto, escorra a água reservando aproximadamente três copos dessa água. Bata a abóbora no liquidificador com os três copos d’água. Reserve. Numa panela média, coloque a cebola bem picadinha e frite-a com um fio curto de óleo.
Acrescente o frango cortado em cubinhos, cebolinha, tomate e pimentão picados e mexa até o frango cozinhar. Nesta etapa irá se formar um caldinho. Acrescente a cenoura picada e as vagens cortadas em pequeninas rodelas. Adicione o creme de abóbora e aguarde até que a cenoura e a vagem estejam cozidas. Adicione sal à gosto. Prontinho! Agora é só saborear com alguma torradinhas! Delícia J


Espero que gostem! Minha mãe e eu adoramos... tanto que não sobrou nadica de nada!
Grande beijo!