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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Amamentação Prolongada

Pode-se dizer que estou vivendo minha primeira crise com a amamentação.
Uma porque a Beatriz vê a mim como um grande e suculento peito, o que já está me causando um expressivo desconforto.
Outra porque, com algumas leituras, novos conhecimentos, e novas reflexões, algumas atitudes minhas em relação ao ato de amamentar foram postar em xeque.
E uma terceira,  porque quando ela dorme à noite no peito, ela acorda mil vezes para retornar ao peito durante a madrugada. Quando o Raul a faz dormir, ela dorme quase a noite toda, acordando apenas uma ou duas vezes, e ele mesmo dá conta de fazê-la dormir novamente.
Isso tudo tem me feito pensar até queimar os meus neurônios restantes, e o mais difícil é que ainda não consegui chegar a nenhuma conclusão satisfatória. Fato é que qualquer decisão que eu tome terá seus prós e contras, mas a grande questão é qual das opções (se é que elas de fato existem) trará a mim, a Beatriz e ao Raul o maior benefício.
Que fique bem claro que desmamar não é uma dessas opções, ok?! 
Ah, lembrei que tem uma quarta questão importante e relativamente comum às mães e crianças que amamentam: comigo o peito prevalece e a comida é segundo plano; com o Raul a Beatriz come como "mini-draga" e inclusive coisas que comigo ela desfaz.
Eu e Bea na "Hora do Mamaço"


Bom, diante de tudo isso, com o agravante que acabamos de sair da Semana Mundial do Aleitamento Materno e que o curso maravilhoso que estou fazendo - Pedagogia Waldorf - é contra, por assim dizer, a amamentação prolongada (leia-se depois dos 9 meses - 1 ano), eu me sinto totalmente perdida. Mas como boa mãe consciente que sou, e a modéstia neste caso é bem menor que meu orgulho, estou pesquisando, lendo, refletindo, relendo, meditando, orando, e afins, para descobrir, dentro das verdades da minha família, o que é melhor para nós. Mas a tarefa é dificílima e a decisão, apesar de ser em conjunto, é sempre dada em definitivo por mim. E aí o bicho pega. Porque qualquer escolha implica consequências, boas e ruins, e arcar os consequências ruins é complicado porque faz parecer que a decisão foi errada, mesmo que as consequências boas sejam infinitamente positivas e visivelmente melhores e maiores que outras opções. Confuso? Nem me fale, imagine a minha cabeça (e meu coração!) em meio à tudo isso! Ter apoio no início da amamentação é fundamental para o seu sucesso, mas ter apoio para a amamentação prolongada é crucial para evitar um colapso familiar. Exagero? Vem sentir o climão que fica quando o assunto paira por aqui ou quando a situação está acontecendo. Aff...

Mas como tudo na maternagem, isso também logo se ajeita. Enquanto isso vou estudando para decidir qual o melhor caminho a seguir. E nessa procura toda, reencontrei um texto bem bacana sobre Amamentação Prolongada, vou compartilhar: (o texto fala sobre aspectos gerais da AP, enfatizando seus benefícios; ela não enfoca os percalços pelo caminho). E no mais, tá tudo em ordem; depois eu conto minha fatídica decisão (e suas inevitáveis consequências).

# [...] É predominante na nossa cultura, entender a amamentação somente como um meio para fornecer nutrição e protecção imunológica adequadas. Nas culturas onde é permitido à criança a amamentação por mais tempo, encontrou-se que o desmame natural ocorre entre os três e quatro anos de idade (Davies, 1993).
A OMS e a UNICEF expressam a importância da amamentação prolongada na "Declaração de Innocenti" de 1 de Agosto de 1990 nos seguintes termos:
"Para optimizar a saúde e a nutrição materno-infantil, todas as mulheres devem estar capazes de praticar o aleitamento materno exclusivo e todas as crianças devem ser alimentadas exclusivamente com leite materno, desde o nascimento até aos primeiros 4 a 6 meses de vida.
Até aos dois anos de idade, ou mais, mesmo depois de começarem a ser alimentadas adequadamente, as crianças devem continuar a amamentação."
Felizmente e/ou infelizmente, em Portugal, ao abrigo do nº2 do Artº 12 do Decreto Lei nº 142/99, publicado no Diário da República nº 203 de 31 de Agosto de 1999 é salvaguardado o direito da "trabalhadora lactante" durante todo o tempo que durar a amamentação.
Os benefícios da amamentação, em termos de saúde do bébé estendem-se durante todo o tempo no qual esta decorre.

Crianças amamentadas são beneficiadas nutricionalmente.
O leite materno é o alimento perfeito para bebés humanos. Contém todas as proteínas, gorduras, hidratos de carbono, minerais e vitaminas necessários ao crescimento humano nas proporções correctas para um bébé humano. Estas proporções ajustam-se ao longo do tempo para corresponder às necessidades do bébé (Davies,1993).
Pesquisas mostram que o leite materno durante o segundo ano de vida é muito similar ao leite do primeiro ano (Victora, 1984). No segundo ano de vida, 500 ml de leite materno proporciona à criança:

95% do total de vitamina C necessária;
45% do total de vitamina A necessária;
38% do total de proteínas necessárias;
31% de calorias necessárias.

Crianças amamentadas têm benefícios imunológicos.
Os factores de imunidade do leite materno aumentam em concentração, à medida que o bebé cresce e mama menos. Portanto, crianças maiores continuam a receber os benefícios da imunidade (Goldman et al, 1983).
O leite materno continua a evitar doenças e a facilitar a recuperação de outras durante o segundo e terceiro anos de vida. Isto porque o leite materno é estéril, isento de bactérias e contém factores anti-infecciosos que incluem:
- leucócitos (células brancas vivas) que matam bactérias;
- imunoglobulinas, que são proteínas muito especiais que transportam os anticorpos para proteger o bebé das doenças contra as quais a mãe desenvolveu uma imunidade;
- factor bífido que facilita o crescimento de uma bactéria especial (lactobacillus bifidus) no intestino da criança, impedindo que outras bactérias cresçam e causem diarreia;
- lactoferrina, uma proteína anti-infecciosa que se junta ao ferro, ajudando a eliminar bactérias patogénicas pois nega-lhes esse elemento de que necessitam para crescer (King y Thomson y Gordon, 1991).

Portanto, a amamentação prolongada continua a reduzir a morbi-mortalidade infantil ao diminuir a incidência de doenças infecciosas. O que significa menos idas ao pediatra, menos medicação, proporcionando benefícios económicos para a família e à nação.

Crianças amamentadas têm menos alergias
Está bem documentado que quanto mais tarde se introduzir leite de vaca, e outros alimentos alergénicos, menos probabilidades essas crianças terão de apresentar reacções alérgicas (Savilahti,1987).

Crianças amamentadas têm benefícios a longo prazo.
As pessoas alimentadas, na primeira infância (entre 1 a 6 anos de idade), ao peito, são mais tarde menos atreitas a doenças cardíacas e a desarranjos do aparelho digestivo.
Os bebés alimentados ao peito também têm menos probabilidade de vir a ter excesso de peso do que os que são alimentados a biberão e têm menos probabilidades de sofrer de uma forma de apodrecimento dos dentes que atinge as crianças muito jovens conhecido por cárie do biberão. Também o mecanismo de sucção é diferente do dos bebés alimentados a biberão, e é mais difícil. Isso pode contribuir para o desenvolvimento de maxilares saudáveis; certas anormalidades da boca e dos maxilares são mais raras nas crianças que foram amamentadas (Davies,1993).

Crianças amamentadas são mais espertas.
Horwood e Fergusson (1998) consideram que crianças que foram amamentadas têm melhor performance na escola e maiores notas. Os autores sustentam esta opinião num estudo que seguiu mais de 1000 crianças da Nova Zelândia com idades compreendidas entre os 8 e 18 anos de idade No estudo realizado, as crianças foram sujeitas a umas séries de avaliações das habilidades cognitivas e êxitos académicos que incluíam medição do coeficiente intelectual infantil, avaliações dos professores sobre rendimento escolar; provas de compreensão da leitura, matemáticas e habilidades escolares. Concluíram que havia umas tendências pequenas mas consistentes para a duração crescente da amamentação estar associada com um coeficiente intelectual aumentado, e um desempenho aumentado em testes estandardizados. As crianças obtinham avaliações mais elevadas do seu desempenho na sala de aula e melhores notas em exames finais.
Os autores, professores David M. Fergusson e L. Jonh Horwood da Escola de Medicina de Christchurch subscrevem a teoria de que as gorduras insaturadas encontradas no leite humano são importantes para o crescimento do cérebro e do sistema nervoso.

Crianças amamentadas são mais ajustadas socialmente.
Um estudo com bebés amamentados por mais de um ano mostrou uma ligação significante entre a duração do período da amamentação e o ajustamento social avaliado por mães e professores) em crianças de 6 a 8 anos de idade (Freguson et al, 1987). Nas palavras dos pesquisadores: "Existem tendências estatisticamente significantes para que a desordem na conduta diminua com o aumento da duração da amamentação".
Mamar durante a infância ajuda os bebés a fazer uma transição gradual no desenvolvimento da sua personalidade individual e maturidade.
Muitas das afirmações feitas por médicos e autores sobre a superioridade da amamentação baseiam-se na convicção de que a amamentação é melhor para o bebé/criança do ponto vista psicológico.
Amamentar é atender às necessidades de dependência da criança, de acordo com o tempo único da criança. Esta é a chave para ajudar a criança a alcançar a sua independência. As crianças que conquistam a sua independência em seu próprio ritmo, são mais seguras dessa independência que as crianças forçadas a isso prematuramente.
A amamentação de bebés mais velhos proporciona uma oportunidade de brincar e uma bebida de conforto, serenidade para bebés cansados, doentes, assustados, contrariados, ajudando-os a superar o stress diário da infância. Porque a amamentação se torna uma forma agradável de bem-estar emocional entre o bebé e a mãe. Muitos bebés gostam, compreensivelmente, de continuar a gozá-la por vezes durante o segundo, o terceiro ou até o quarto ano de vida (Davies,1993).

Mas será que todos os profissionais de saúde baseiam os seus conselhos sobre desmame em resultados de pesquisa científica?
Aparentemente não, porque não existe nenhuma indicação que amamentar para além do primeiro ano de vida tenha efeitos negativos. Aliás o que existe é a evidência ampla dos seus benefícios.

Então, qual é a base do frequentemente-ouvido "desmame ao um ano de vida"?
Há provavelmente diversos factores envolvidos. Um deles pode ser simplesmente expectativas culturais. Os técnicos de saúde estão sujeitos a pensar em conformidade com as tendências culturais. Isto é, presentemente parece que esperamos todos pelo desenvolvimento precoce e a independência adiantada nas crianças. Assim sendo, dar ênfase ao desmame precoce parece estar de acordo com a tendência actual.
Ironicamente, um desmame precoce, forçado pode realmente impedir as necessidades emocionais de dependência no desenvolvimento, retardando assim a independência da criança.
Uma outra influência em atitudes para o desmame precoce pode ser o ritmo apressado da nossa sociedade. Amamentar um bebé mais velho não é compatível com os estilos de vida moderna. Aliás já se ouve falar no alargamento dos horários das creches/infantários.
Um outro factor prende-se com mais um preconceito baseado no fascínio da nossa cultura com o peito como estímulo sexual. Uma criança que já saiba andar ou mesmo que já saiba falar pode ser considerada demasiada velha para encontrar o conforto físico no peito da sua mãe. No entanto, segundo Davies(1993), uma vantagem de amamentar uma criança que fala e compreende a linguagem é poder-lhe explicar porque é que não pode dar-lhe de mamar no jardim infantil, nem na casa da tia, nem no autocarro. Nesta fase, ele compreende a palavra "não" e pode ser distraído com outras coisas. Ela pode protestar ou ter uma birra, mas as outras crianças que não são amamentadas, também têm birras. É importante distinguir entre um desejo muito natural de conforto e contacto e o comportamento exigente não razoável exibido, ás vezes, por todas as crianças quando começam a andar.
Existe mais um factor que leva os técnicos de saúde a recomendar o desmame precoce. Este factor assenta unicamente em ideias erradas. Alguns médicos podem pensar que a amamentação prolongada vai interferir com o apetite da criança para outros alimentos. Contudo, não existem pesquisas indicando que a criança amamentada tem maior tendência a recusar outros alimentos que a criança que já desmamou. Na verdade, a maioria dos pesquisadores em países subdesenvolvidos, onde o apetite de uma criança desnutrida pode ser de importância vital, recomendam que a amamentação continue (Rhode,1988).

As mães que amamentam, por mais tempo, têm benefícios.
O leite materno é capaz de:
- contribuir para a saúde da mulher, reduzindo os riscos de certos tipos de doenças/cancros e ampliar os intervalos entre os partos;
- proporcionar benefícios económicos para a família e a nação;
- quando bem adoptado, proporcionar satisfação á maioria das mulheres (Declaração de Innocenti, 1990).

A vida com uma criança, nem sempre é fácil!
Como já vimos, a amamentação não é apenas um método de alimentação, também pode ser o travão de um choro, o que é uma benção para a maioria de nós, que ficamos profundamente perturbadas pelo barulho de uma criança a chorar, especialmente de noite.
A conveniência da amamentação torna-se mais óbvia, à medida que o tempo passa, o que é uma pena, pois muitas mães desistem durante as dificuldades dos primeiros dias e nunca chegam a experimentar o conforto e o prazer de dar a um bébé uma refeição completa ou um suplemento a uma refeição incompleta de uma criança, com um braço livre para acariciar um filho mais velho, um marido, ou para segurar um livro. Além disso, também incita a mãe a sentar-se ou deitar-se e descontrair/descansar ao mesmo tempo, no quente da sua cama.
Através da amamentação, a mãe recebe uma resposta da boca do seu filho, das mãos dele, do corpo e dos olhos dele. Isso dá-lhe informação sobre como ele se sente e sobre o que ele está a fazer. Quase todas as mães que amamentam até mais tarde, afirmam que esta intimidade com o bebé é o elemento mais satisfatório da amamentação. Quando a mãe está a ter este tipo de prazer, ele transmite-se, por sua vez, ao seu filho. Os sorrisos dela, as carícias e o relaxamento do seu corpo, tudo isso ajuda a tornar a experiência da amamentação mais agradável para o seu filho, também.
O contacto da pele entre mãe e filho, estimula a hormona prolactina que pode aumentar os sentimentos maternais. Estes sentimentos maternais e de protecção em relação ao filho defende a criança de possíveis maus tratos e abandono por parte da mãe. Em países onde se tem melhorado e aumentado a amamentação devido às mudanças nas práticas hospitalares para que não haja separação entre a mãe e o bebé, encontrou-se uma redução no abandono de bebés por parte das mães.
O aleitamento materno pode atrasar em muitos meses o retorno da menstruação e da ovulação em algumas mulheres, sendo portanto uma forma importante de retardar uma nova gravidez. Deste modo, evita a redução dos intervalos entre os partos que podem comprometer o estado de saúde e nutrição da mulher assim como a nutrição dos seus filhos (Davies,1993).

A amamentação reduz os riscos para certos tipos de cancros:
- cancro do ovário,
- cancro do útero;
- cancro do endométrio;
- cancro da mama (King, Thomson e Gordon,1991).

Blaauw (1994) acrescenta que a amamentação protege contra a osteoporose. A densidade óssea de uma mãe que amamenta, pode estar reduzida, em geral em 1 a 2%. No entanto, a mãe tem essa densidade de volta ou até mesmo ter um aumento, quando o bébé for desmamado. Não dependendo isso, de um suplemento adicional na alimentação da mãe.

A amamentação tem demonstrado diminuir a necessidade de insulina da mãe diabética (Le Roy).

O aleitamento materno proporciona benefícios económicos para a família e para a nação (Declaração de Innocenti,1990). Atrevendo-nos a adicionar os benefícios para o ambiente. Se pensarmos nas quantidades de latas de fórmulas de leite, nos biberões, nas tetinas, nas máquinas de esterilização necessárias para a alimentação artificial de um bébé, para além do tempo da sua preparação e da procura de uma loja/farmácia aberta para a aquisição de uma lata de leite, apercebemo-nos dos custos elevados que a família tem que suportar. Mas, não nos devemos esquecer que, todo este material acarreta desperdícios desnecessários para o ambiente e sua possível contaminação. Podemos, ainda, acrescentar a estes custos, as idas ao pediatra, e a medicação necessária para tratar as doenças a mais, que os bebés não amamentados têm, em relação aos bebés amamentados. No entanto, deve-se realçar que o custo da medicação, e possível internamento, também é aguentado pelo país, ou seja todos nós.
Em conclusão, amamentar crianças maiores é normal e traz benefícios para ambos. Actualmente, tenta-se compensar o desmame precoce no primeiro ano de vida através de vacinas, antibióticos e medidas higiénico-sanitárias. No entanto, as necessidades psico-emocionais, de afecto e contacto físico íntimo persistem, e são de difícil substituição.
O desmame definitivo deve ser natural, não abrupto e fruto de um consenso familiar (mãe, bebé e pai) e do pessoal técnico de saúde, ambos devem chegar a um acordo. É especialmente importante, a mãe referir aos profissionais de saúde que quer continuar a amamentar a sua criança, justificando que não é um incómodo, mas antes um prazer de que ambos gostam e sente que o seu filho ainda precisa, por uma questão de especial conforto, ficando terrivelmente angustiado se lho negar.
O ponto vista da mãe, é provavelmente a melhor maneira de influenciar positivamente os técnicos.
Nesta linha de pensamento, parece-nos ser fundamental que tanto médicos como enfermeiros deixem de ter uma atitude indiferente, passiva ou mesma inadequada em relação à informação relativa ao aleitamento materno e a alimentação infantil, pois tais atitudes apenas podem conduzir ao desmame precoce com as consequências negativas que daí possam advir.#


Ps: Outra coisa que quero deixar bem claro é que AMO amamentar! Independente de qualquer dificuldade, a amamentação é um dos momentos mais lindos, intensos e verdadeiros com a minha filha! Amamentar é muito mais que alimento ou conforto, amamentar é a prova que o AMOR é tão fluido que pode vir até em forma líquida!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Receitas para complementar a alimentação do bebê


Compartilho abaixo duas receitas para complementar a alimentação do bebê. São deliciosas, fáceis de fazer e muito nutritivas.
Prefira oferecer ao seu filho alimentos naturais, integrais e orgânicos. Todo químico, artificial e industrializado que polparmos na alimentação das crianças, refletirá em saúde e bem estar para toda a vida. Pense nisso!


Receita Leite de frutas

- 2 bananas nanicas ou d'água cozidas
- 1 fruta crua como maça, pera, pêssego, mamão, goiaba, abacate, etc.
- 2 colheres de algum cereal, como aveia (mais leve e fácil digestão)
- 1 semente que dá em casca: nozes, ou amêndoa, ou castanha do pará, ou avelã

Ferva as duas bananas em 1 litro de água. Enquanto as bananas estão fervendo, corte uma outra fruta no liquidificador e junte duas colheres de aveia; acrescente a semente (2 se for nozes, ou amêndoa ou castanha, e 6 se forem avelãs). Junte a banana cozida com a água da fervura no liquidificador, bata tudo por uns dois minutos. Pode ser servido quente ou fresco.


Receita Leite de grãos

4 colheres de arroz integral
2 colheres de arroz moti ou aveia em grão
1/2 colher de trigo ou cevada
1/2 colher de feijão azuki ou lentilha
1/2 colher de gergelim claro

4 partes de água para 1 de sólidos

Cozinhe em fogo bem baixo durante três horas, com panela tampada e de preferência grossa, de ferro melhor ainda (o leite levará consigo partículas de ferro para enriquecer o sangue). Mexa de vez em quando para não grudar. Não adicione sal, nem açúcar, nem nenhum outro condimento. Pronto. Na superfície ficou a parte mais rala, é o leite. No fundo ficaram os grãos, bem molinhos, é a papa. Passando a papa na peneira, é o creme. E o bagaço contido na peneira dá para aproveitar para fazer pão, sopa ou bolinhos.
Com o bebê maior de 6 meses dá pra começar oferecendo o leite com um pouco do creme e uns pedaços de cenoura, chuchu, batata salsa, inhame, aipim, etc, bem cozidos para ficarem molinhos. Nada de mamadeira, só na colherinha.

Fonte: livro "Mamãe, eu quero" de Sonia Hirsch, pág. 11. 

Nenhuma das receitas substitui o leite materno! São apenas complementos para bebês maiores de 6 meses e prontos para receber outros alimentos! 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Reflexo de Ejeção

Um esquema muito didático sobre o Reflexo de Ejeção do leite materno.
O vínculo e contato entre mãe e bebê são cruciais para a manutenção da amamentação. 
Quando o bebê mama, estimula mecano-psicologicamente a produção de leite e o prazer de sua mãe responde com doses de ocitocina, fazendo com que o leite produzido seja então liberado dos ductos e esteja disponível para o bebê.
Por isso é tão importante que o bebê tenha acesso ao peito sempre que necessite: é a demanda dele que controla a produção de leite. A saúde emocional da mãe também é outro fator importante, pois a ocitocina só é liberada quando mãe está confortável emocionalmente.
Natureza sábia, não?!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Beatriz e seus primeiros dentinhos

Ounn que graça!!! E sempre fazendo palhaçada.
Fonte: Arquivo pessoal (31/12/2011)

Chorei!!! Como acontece com cada conquista da minha pequena em seu acelerado desenvolvimento!!!
Já faz quase um mês (14/12/2011) que os primeiros dentinhos da Beatriz apontaram em sua boca. Sem grandes alvoroços, apenas com algumas mudanças no seu ritmo e alguns episódios de vômitos a jato. Os sintomas físicos foram relativamente comuns: nariz escorrendo, produção acentuada de saliva, tosse, espirros constantes e vômito. Mas como quase toda mãe fiquei na dúvida, "ainda é um pouco cedo, mas serão os dentinhos? ou um resfriado mesmo?" Por causa da constância dos vômitos cheguei a suspeitar de refluxo. Levamos Bea para duas sessões de osteopatia, por duas semanas. E os vômitos cessaram, mas a causa estava errada. Os outros sintomas continuavam e, como na idade dela tudo, absolutamente tudo vai pra boca, as mordidas vorazes foram um sinal  claríssimo de nascimento dos dentes. E a suspeita se confirmou. Após dias e dias procurando uma pontinha dura numa gengiva macia e pouco inchada, eis que eu encontro seu primeiro dente. Minúsculo, mas estava lá. Lindo lindo lindo. Minha menininha está crescendo mesmo!!! 

Com pouco mais de cinco meses seu corpo dá um sinal reverente de que está ficando pronto para o mundo.
Como assim? 
De acordo com medicina antroposófica o nascimento dos dentes está relacionado com o início do amadurecimento do sistema imunológico do bebê. Por isso a semelhança com sintomas de resfriado. A erupção dos dentes é um processo longo e não linear, cheio de movimentos e interrupções. Os sintomas ocorrem por causa de processos inflamatórios que enchem as mucosas de líquidos com o objetivo de amolecer a gengiva permitindo a erupção. Os sintomas típicos (salivação, nariz escorrendo, amídalas inchadas, ouvidos doloridos, espirros, vômitos) podem aparecer em ciclos, até os dois anos e meio, quando a dentição de leite se completa. O mais comum é que este início seja por volta do 7º mês, mas pode acontecer antes (até mesmo ao nascimento) e também depois (inclusive após o 1º aninho). É comum também que durante esses momentos o bebê diminua a ingestão de leite, recusando o peito, ou mesmo a alimentação. Isso acontece sabiamente de acordo com o instinto da criança, pois seu organismo sabe que ao ingerir mais alimento, a produção de catarros se intensifica, o que é bastante incômodo.
Além disso, o aparecimento dos dentinhos está relacionado com o início da maturação do sistema digestório, ou seja, o bebê está se preparando para receber outros alimentos além do leite materno. Isso quer dizer que o corpo do bebê está começando a produzir novas enzimas digestivas capazes de digerir outros grupos de alimentos. Mas a transição deve ser bastante lenta para não sobrecarregar o organismo. A criança dá sinais muito claros de seu desenvolvimento, é preciso respeitá-los, ter calma e atenção. Por isso é tão importante que pelo menos um dentinho do bebê já tenha nascido para introduzir novos alimentos na sua dieta. Lembrando, isso não necessariamente acontece com 6 meses, aliás, a pontualidade não faz parte do desenvolvimento humano, pelo simples fato de que cada um é cada um. Essa maturação do sistema digestório, que frequentemente ocorre por volta do 6º mês, acontece basicamente porque os nutrientes essenciais advindos da mãe durante a gestação começam a se esgotar e por isso se faz necessário a introdução de novos alimentos da dieta  do bebê. Entretanto, isso varia muito de criança para criança, e como o organismo é harmônico naturalmente, é importante prestar atenção em todos os sinais que o bebê demonstra que seu corpo está se preparando para conhecer o mundo. 

A natureza é perfeita, não?!

Mesmo com os sinais da Beatriz, estou adiando a introdução efetiva de novos alimentos. Estou oferecendo algumas coisas, geralmente o que estou comendo, como uma curiosidade para ela. É uma forma dela se familiarizar com sabores distintos sem precisar necessariamente nutrir-se. Ou seja, ela manipula os alimentos da mesma maneira que o faz com brinquedos. Quando ela sente o sabor ela mesma se encarrega de descobrir todas as faces, rejeitá-lo, sugá-lo, olhá-lo, cheirá-lo. Enfim, primeiramente vamos aguçar a curiosidade para mais tarde começar a alimentação propriamente dita.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Compartilhando: Recém-nascido separado da mãe sofre stress

Separação da mãe após o parto causa stress físico ao recém-nascido


Sem o contato físico com a mãe, o bebê tem 86% a mais de chances de não ter o sono tranquilo


Maternidade: o contato físico com a mãe após o nascimento evita um stress desnecessário ao recém-nascido.

Uma mulher entra em trabalho de parto e dá à luz. Em seguida, o recém-nascido é coberto e colocado para dormir em um berço próximo ou levado para longe, no berçário. Apesar de essa ser a rotina dentro dos hospitais ocidentais, além de ser um procedimento indicado pela Academia Americana de Pediatria, uma nova pesquisa publicada no periódico Biological Psychiatry fornece novas evidências de que separar o bebê da mãe pode ser um motivo de stress desnecessário para a criança.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Should Neonates Sleep Alone?

Onde foi divulgada: revista Biological Psychiatry

Quem fez: Barak E. Morgan, Alan R. Horn e Nils J. Bergman

Instituição: Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul

Dados de amostragem: 16 bebês com dois dias de vida

Resultado:


Apesar de recomendada pela Academia Americana de Pediatria, pelo Ministério da Saúde do Brasil, pela Sociedade Brasileira de Pediatria, pela OMS e UNICEF..., separar o recém-nascido da mãe pode trazer stress desnecessário ao bebê. A pesquisa mostrou que a separação tem impactos negativos nos bebês, como na duração do sono e na frequência cardíaca.
Os impactos psicológicos para o bebê causados pela separação eram, no entanto, desconhecidos. Os pesquisadores mediram, por uma hora, a variabilidade da frequência cardíaca em 16 bebês com dois dias de idade, durante o contato físico (pele a pele) com a mãe e no período em que eles estavam sozinhos no berço. A atividade neonatal autonômica (controla a vida vegetativa, como respiração e circulação sanguínea) era 176% maior e o sono tranquilo, 86% menor durante a separação. A pesquisa sugere que isso é algo que causa um importante stress fisiológico para o bebê.

Contradição

A pesquisa aborda ainda uma contradição: em pesquisas animais, a separação entre mãe e filho é uma maneira comum de criar stress para estudar os efeitos prejudiciais no desenvolvimento do cérebro do recém-nascido. Ao mesmo tempo, a separação dos bebês humanos é uma prática comum, particularmente quando há a necessidade de cuidados médicos especializados.

"O contato pele a pele com a mãe acaba com essa contradição, e nossos resultados são o primeiro passo na direção de entender exatamente por que os bebês se saem melhores quando têm esse contato físico com a mãe, frente aos cuidados na incubadora", diz Barak Morgan, coordenador do estudo.

De acordo com a equipe, são necessárias pesquisas posteriores para se entender melhor os efeitos da separação.
Entretanto, o contato físico traz benefícios já conhecidos ao bebê, além de evitar um stress físico desnecessário. Assim, conforme novas evidências surgem, os médicos se deparam com um novo desafio:
integrar o contato físico nos tratamentos de rotina, enquanto ainda conseguem fornecer com segurança os demais cuidados de praxe com o recém-nascido.

 
 
Autor: Marcus Renato de Carvalho
Data: 7/12/2011
Fonte: 
http://www.aleitamento.com/a_artigos.asp?id=1&id_artigo=2602&id_subcategoria

sábado, 12 de novembro de 2011

Picolé de Leite Materno

Como fazer picolé de leite materno para os deliciosos dias de calor?!
Basta retirar o leite materno, colocar em forminhas de gelo e por no congelador!! Simples assim!! Dura até 15 dias e é uma ótima pedida para refrescar nossos bebês!! Que tal?!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Compartilhando: A pele como medicina

A pele é o maior órgão do ser humano e, provavelmente, um dos mais complexos. Cheio de nervos, a pele é o nosso isolamento e também o nosso meio de comunicação com o mundo exterior. Sensível à pressão, calor e frio, ao toque ... os estímulos que a pele recebe são transmitidos para o sistema nervoso e produzem reações diferentes.

Nas melhores Unidades de Neonatatologia o contato pele a pele vem sendo usado como um tratamento. O método mãe canguro, no qual o bebê permanece todo o tempo possível em contato com a pele do peito de sua mãe melhora a termorregulação, regula a frequência cardíaca e respiratória e até ajuda os bebês menores a ganharem peso. O contato com o bebê favorece o aleitamento materno e ajuda a mãe a se adaptar à sua nova situação, melhorando a sua capacidade de maternar. Para bebês prematuros ter contacto com pele a pele com sua mãe pode fazer a diferença entre uma longa estadia na UTI, com todas as complicações posteriores, que são muitas, ou uma alta rápida e a sua casa. Nas cartilhas que indicam medicamentos, deve haver também indicação para o método canguru, e ao final do período de incubação, somente a utilização do método já basta.

Colocar o bebê sobre a mãe imediatamente após o nascimento reduz a síndrome da angústia adaptativa, diminuindo o risco de ingressos na UTI por problemas respiratórios. Assim, favorecendo ainda mais a amamentação imediata após o parto, aumentando a probabilidade de sucesso do aleitamento materno (menos rachaduras, menos problemas de peso, menos mastites, menos desmame precoce). A pele é o primeiro sistema de comunicação do bebê, que vem sendo usado durante nove meses.

Pele a pele, uma boa cama, é como se consegue melhores lactâncias. Com paciência e carícias, contato pele a pele e amamentação, se reduz a depressão pós-parto e ajuda a superar partos violentos ou traumáticas. Nenhum estudo precisa dizer que a pele cura!

Beijar, abraçar, tocar, fazer cócegas, massagens ... o contato pele a pele produz descargas de ocitocina e endorfinas no cérebro dos que se tocam, criando vínculos e diminuindo o estresse.
Para prematuros e a termo, grandes e pequenos, para crianças estressadas que não querem ir à escola, para mães esgotadas e pais desesperados, para avós cansados, para amigos tristes, para todo o mundo, a pele como medicina! 

Tradução livre por Nitiananda Fuganti

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Três meses e mais uma mastite

Quando a Beatriz estava com uma semana e um dia entrei em contato com minha primeira mastite. Foi daquelas bem típicas: primeiro um incômodo no peito, depois uma mudança abrupta de humor, o leite empedrado, a dor intensa, vermelhidão, calafrios, febre, e em 36 horas tudo termina como se nada tivesse acontecido. Fiz muita massagem, tomei banho quente para aliviar a dor, fiz compressa com folha de couve para retirar a quentura, esgotei um peito do qual não saia nada de tão duro, deixei mamilo e aréola de molho num copo com água morna para amolecer o peito e fazer o leite sair, e outras coisas que já nem lembro mais. Foi assustador. A sensação é que a dor e o mal estar nunca vão acabar. O medo de interromper a amamentação precocemente era desesperador. Eu sabia que dar de mamá era uma das coisas que mais ajudavam, e o fiz, muito, mas as lágrimas corriam porque a dor era muita. E como foi bem no comecinho, não tinha como descansar. A Beatriz acordava de hora em hora para mamar de madrugada, e nisso, infelizmente, o Raul não podia me ajudar. Pra piorar a situação eu estava em um momento pós –cirúrgico, e com todos os sintomas da mastite, ainda tinha que lidar com a dor abdominal e a sensação de “’vai estourar tudo”. Horrível. Mas passou. Sobrevivi.

A segunda mastite foi exatamente uma semana depois da primeira. Mesmos sintomas, mesmos procedimentos, só que no outro peito. Desta vez o agravante da cesárea já não perturbava mais. Foi difícil, porém bem mais fácil que a primeira.

A terceira e a quarta foram mais ligths. Num dia um bico doído, no dia seguinte o outro bico. Nessas eu já estava quase craque, e ambas passaram rapidinho. Nem dá pra considerar mastite, já que não teve leite empedrado. Foi algo estranho.

E a última (até o momento) foi neste domingo, quando senti novamente um incômodo no peito direito. Beatriz com três meses e meio e eu sinceramente achava que não teria mais isso. Bastou um dia com o apetite da Beatriz em baixa para eu sentir o leite empedrado, o vermelhidão, e a dor, muita dor. Mas desta vez eu já estou experiente. Meu humor não mudou e nem deixei os calafrios e a febre me pegarem. E dá-lhe massagem e muito mamá. O bom é que agora a Beatriz ta grandona e mama bastante, e com isso o alívio é sentido bem mais rápido. Sinto meu peito latejar. É ruim. Mas sei que vai passar. A dorzinha chata e o peito duro ainda estão aqui. Mas com a minha tranqüilidade (e experiência) sei que amanhã já não vou estar sentindo mais nada. Somente a felicidade e amor em amamentar. E viva minha linda Lua de Leite. Intensa, profunda, real, duradoura. Com suas provações, me faz acreditar ainda mais na maravilha que é nutrir e ser nutrida pela amamentação.


domingo, 23 de outubro de 2011

AMAmentar

Amamentar

Amamentar é entrega, é ser inteiro, é dar e receber.
Amamentar é amar e ser amado incondicionalmente.
Amamentar é viver sem erros. É o agora.
Amamentar é aprender com o outro.
Amamentar é ver os olhos brilhando. É olhar profundamente.
Amamentar é sentir sorrisos verdadeiros. É sorrir com sinceridade.
Amamentar é brincar de ser só um em corpos de dois.
Amamentar é vestir o manto do amor.
Amamentar é fazer o tempo parar.
Amamentar é girar a alegria.
Amamentar é viver a plenitude.
E a plenitude é ser MÃE

sábado, 22 de outubro de 2011

A mãe, o peito, o leite, o bebê

Peito não é só leite.
Peito não é regra, não é horário. 
Peito é amor, é força, é proteção
Peito é cuidado, é aconchego, é dedicação.
Peito é colo, é confiança, é útero.
Peito é alívio, é conforto, é tranqüilidade.
Peito é lazer, diversão e descanso. 
Peito é calor, é pulsação, é leite.

Leite que alimenta, preenche, completa.
Leite nutre o corpo, a alma, o espírito.
Nutre a mãe, nutre o filho, nutre a vida. 
Peito tem cheiro de mãe, e mãe é tudo.

Mãe é conforto, é ninho, é vida, é ele próprio.
Mãe é colo, é apego, é contato.
Mãe é pele, é coração, é a verdade.
Mãe é energia, é vibração, é harmonia.
Mãe é real, é imortal, é natural.

A mãe, o peito, o leite, o bebê.
O laço que envolve a vida de dois e os transforma em um.
Mãe e filho na mais pura sintonia.
Vivendo intensamente na mesma freqüência.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Você sabia? Cama compartilhada

  • Que os bebês deixaram de dormir junto com seus pais somente nos últimos 150 anos??
  • Que isso ocorreu pela divisão das casas familiares em compartimentos individualizados??
  • E que em algumas culturas, principalmente as mais ligadas à terra e à natureza, os pais jamais deixaram de dormir com seus filhos??
  • Que isso somente acontece quando a criança pede para ter seu próprio espaço, quando sua autonomia e independência estão mais desenvolvidos e dormir longe dos pais não representa mais uma perda, um medo, uma angústia??
  • Que perto dos pais, os bebês recebem calor, proteção, segurança e afirmação emocional continuamente, além de leite materno à vontade, aconchego e acalento constante, e ainda organiza os ciclos respiratórios??
  • Que o relaxamento causado pelo apego noturno com os pais faz com que os níveis de hormônios do stress fiquem próximos de zero, contribuindo para o desenvolvimento saudável??
  • E que a mãe também se beneficia uma vez que pode amamentar sem despertar completamente, descansando e liberando substâncias tranquilizantes durante os períodos em que amamenta??

Pois bem. Agora já sabe. E a cama compartilhada apresenta ainda muitos outros benefícios, mas isso eu conto aos poucos!!

Beijos

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Leite de Mãe

 
A mãe e o bebê acabam de chegar.
Nascidos. Unidos.
Formam um. Indivisíveis.
Pedem tempo. São o tempo.
Nada separa seus corpos em
Dueto de amor e intimidade.
A seiva brota, jorra, espirra,
cura, afaga e alimenta.
Leite é Fonte. Pão. Água.
É sentimento mantra:
Eu me dou. Eu te dou. Eu me dou. Eu te dou.
Em você, sou!
Na dança evolutiva, civilizamos.
Mas o ancestral não se cala.
Ainda que por cima, joguemos panos.
Uma teta que apareça é
Coração fora do peito!
Quando bicho procura a cria.
A fome não conhece paredes.
Não se tira peixe da água,
Não se prende ave em gaiola,
Não se priva filho de leite.
Que a Vida seja celebrada
Que a Beleza seja dividida
Que a Sede seja de Poesia
E que o Leite seja de mãe,
À luz do dia,
Sagradamente.

Fafi Prado. maio de 2011.
( Texto da performance LEITE de MÃE por Projeto Matilha)

Momento terno repleto de amor, carinho, afeto, e leite, muito leite.